terça-feira, 3 de março de 2015

Capítulo 27: “Queria pedir para Jesus tomar conta do mano que está no céu e que ponha a mãmã boa”



-Pedro! – Repreendeu a irmã. –Achas que isso se diz?

-Mana, quem diz a verdade não merece castigo! – Fábio e Rita não aguentaram o riso ao ouvir a resposta do pequeno. –Estás a ver? Tu e o Fábio riram-se, não disse mal nenhum!

-Já tens uma sobrinha, Pedrito! A Di ainda é muito pequenina para ter um primo e além do mais eu e o Fábio não namoramos!

-E porque não namoram? Eu vi-vos a darem um beijinho!

-As coisas não funcionam assim Pedrito, tu sabes isso.

-Não, não percebo porque é que não namoram se vocês gostam um do outro!

-Daqui a uns tempos seremos namorados, prometo! – Fábio e Rita sorriram com aquela resposta que ela lhe dera, Fábio não a iria pressionar, o tempo iria tratar de os uni-los com aquela relação ainda mais especial.

-Mana, o Fábio não te vai fazer chorar como o Tiago, acredita em mim! O Fábio gosta mesmo muito de ti, ele no outro dia disse-me ao ouvido!

-A sério meu bem? – Baixou-se e fez uma festa ao irmão. –Nessa altura devias ter respondido ao ouvido dele que o sentimento é recíproco.

-O que é que isso quer dizer mana?

-Recíproco quer dizer igual, portanto quer dizer que também gosto muito dele.

-Está bem! Vejam lá se se despacham a vestir, sem mais beijos!- Dito isto saiu do quarto, dando mais privacidade ao futuro casal.

-Ia adorar ter o teu irmão como cunhado! - Disse Fábio, abraçando Rita.

-Pode ser que esse dia esteja mais perto do que pensas, meu bem! – Deu-lhe um beijo sentido nos lábios. –Mas... Quero ser pedida em namoro de uma forma muito especial, não quero flores, nem ursos, mas sim um pacote de gomas!

-Tu sabes bem que eu não aguento muito tempo com um pacote de gomas comigo!

-“É melhor não duvidar,

Vou-te fazer mudar,
Uma chance me dá,
Comigo tu vais ficar” Cantou Rita bem próxima do ouvido de Fábio e fê-lo sorrir.


-“Miuda, tu és linda,

Ninguém vai contrariar,
E você já sabe,
Não precisa de falar” – Respondeu também ele com a letra da canção.


-Tens sempre resposta na ponta da língua Fábio Rafael! Eu a cantar-te uma serenata e tu cantas depois, contigo não dá! – Virou-lhe costas e cruzou os braços sobre o peito.

-Dá-me só um segundo meu bem! – Rita virou-se novamente para ele, Fábio pegou no telemóvel e colocou uma música.

-“Sabes que és o meu amor, hmm

Não mudes nada baby, fica assim pra mim por favor
(...)
-“My baby tu sabes
Que apesar de não seres a mais bonita
Sabes
Não te trocarei por outra mulher
Sabes
Existem qualidades que você tem
Que as outras não compreendem, porque elas não sabem que
Não és diamante mas brilhas em mim
Se depender de mim nunca teremos fim
Porque eu te amo

Bem do jeito que você é
I love you baby
I love you that way
Então não mude nada porque eu te amo, assim”


Fábio cantara toda aquela canção a Rita e ela delirava a cada instante mais e mais, ele estava a cantar-lhe uma serenata, apesar de nunca ter imaginado que fosse uma música assim ou que tivesse apenas em fato de banho, as questões eram questionáveis mas não tornava o momento menos mágico. Ela beijara-o com intensidade, com amor, com carinho, com surpresa, com entusiasmo.. Ela adorava aquele rapaz de um metro e oitenta e sete centímetros com olhos como os seus, castanhos claros. Com tamanha intensidade dos beijos e com algum desastre à mistura, acabaram por cair para cima da cama, mas continuavam a beijarem-se.

-Meninos. – Disse Teresa entrando para o quarto. –Desculpem, eu volto mais tarde. – Disse, encostando a porta do quarto, saindo. Rapidamente ambos se sentaram na cama, separando-se.

-Deixa-te estar mãe, entra.

-De certeza? Não quero ver cenas impróprias!

-Não vês, descansa mãe!

-Deixem-se estar, só vinha perguntar se já estão prontos.. - Disse espreitando para o interior do quarto.

-Deixa só a Ritinha vestir-se.

-Se quiseres eu e o Pedrinho vamos andando para a praia e vocês depois vão lá ter...

-Esperem por nós na sala, não vamos demorar.

-Não se demorem!
Rita correu até ao armário numa tentativa de se afastar da vergonha que sentia e de escondê-lo de Fábio, procurou alguma roupa para vestir, tentando cobrir o corpo e não olhando para ele.

-Amor, não precisas de ficar tão envergonhada. É uma coisa natural!

-Não.. Acredita que para mim não o é.

-Não acredito que os teus pais não desconfiassem que tu e o Tiago o tivessem feito.

-Eles até podem ter desconfiado – Disse enquanto vestia a t-shirt. –Mas quando acabamos eu acabei por lhes contar a verdade.

-E qual era a verdade?

-Eu e o Tiago nunca fizemos amor. Sou virgem.

-O quê?! – Perguntou claramente chocado e admirado com o que acabara de ouvir.

-Ouviste bem. – Exclamou sorrindo e terminando de se vestir. –Sou virgem.

-Mas vocês namoraram ano e meio...

-Sim, eu sei. – Sorriu. –Mas não me sentia preparada. E o Tiago disse que estava disposto a esperar, pelos vistos não foi bem assim.

-Então era por isso mesmo que tinhas tão a certeza que não estavas grávida...

-Sim... Só que não queria contar-te realmente o que aconteceu, porque achei cedo.

-Não imagino o quanto te custou quando viste o Tiago... – Fábio hesitou, não sabia como abordar aquele tema e sentia que provavelmente não o deveria ter feito.

-Com a Adriana. – Completou Rita. –Mas senão fosse ele, não te tinha conhecido a ti. – Sentou-se ao colo dele e pousou a cabeça sobre o seu ombro. –Não te importas de esperar até me sentir preparada?

-Amor, eu esperava por ti uma vida inteira se fosse preciso. – Deu-lhe um beijo na testa. – Depois quando começarmos não queres outra coisa! – Sorriram.

-Sim, mas temos de ter juízo, só quero ser mãe depois de ir para a faculdade. – Trocaram alguns mimos. –Mas agora é melhor ir andando que senão a tua mãe pensa mesmo que tivemos a fazer-lhe um netinho! – Trocaram mais um beijo e sairam do quarto, pegaram nas toalhas e foram em direção a casa de Pedro, que já os esperava.

O almoço, no Mc’Donalds, local escolhido pelo elemento mais novo, acabou por proporcionar momentos muito divertidos entre todos, e em quase todos estava presente o pequenino Pedrito, que ingenuinamente os divertia, com brincadeiras típicas. Mas também era importante a relação de Fábio e Pedro, Rita sentia que eles faziam um esforço para se relacionar... Não era por ela e pelo irmão, mas sim por vontade própria. Eles queriam tentar voltar a ser amigos e isso fazia-a feliz, não queria (voltar) a escolher entre ambos.

-Pedro. – Disse Rita e ambos olharam. –Pedrito. – Concluiu. –Queres comer gelado?

-Não mana. Só quero ir para a praia.

Momentos como aqueles eram natural acontecerem, a confusão de nomes entre ambos proporcionava alguns momentos de diversão, por isso combinaram que o mais novo seria tratado pela abreviatura Pedrito e o mais velho seria apenas Pedro. Quando chegaram à praia pousaram a toalha na areia e enquanto Teresa foi até ao café mais próximo comprar água fresca, Pedrito correu até à água e Fábio seguiu-o, Pedro e Rita ficaram na toalha.

-Conheci alguém. – Disse Pedro interrompendo o silêncio. –Não te esqueci, mas estou a fazê-lo e vou ser feliz como tu és com o Fábio.

-Fala-me dessa rapariga. – Pediu ela. –Eu e o Fábio somos felizes juntos, mas ainda não somos namorados.

-Porquê?

-Além de não ter havido pedido ofical. – Anunciou sorrindo. –Preciso de mudar para entrar numa relação séria. Ele já mudou, agora é a minha vez.

-Não precisas de mudar, precisas de confiar mais em ti. O que o Tiago te fez te magoou-te muito, eu sei, mas o Fábio não te faria isso, ele ama-te, ao contrário do Tiago.

-Também pensava ter mudado o Tiago e afinal só me desiludi, tenho simplesmente medo que volte a acontecer.

-Talvez aconteça, talvez não, tens de arriscar. – Respondeu tranquilo. –Confia em ti mesma e no teu instinto.

-Obrigada. – Cruzou os dedos com os dele. –Não te importas que vá lá dar-lhe um beijo? Mas quando voltar irás contar-me tudo sobre essa tua nova amiga.

-Vai! – Ela levantou-se e correu em direção a Fábio, prendeu as suas pernas no tronco de Fábio e beijou-o fugazmente.

-Posso saber o porquê deste beijo? – Disse quando separaram os lábios.

-Poder, podes. Mas não preferes desfrutar de outro? – Não precisou de mais nenhuma resposta, ele beijou-a com romance e com carinho, mas também felicidade no seu estado mais puro. –Isto é tudo amor?

-É amor, carinho, atenção, respeito, mas acima de tudo, confiança. Eu confio em ti. – Encostou os seus lábios aos dele, um beijo rápido. –Adoras-me?

-Adoro-te! – Agarrou-a nas costas e repetiu o beijo curto de há pouco. Enquanto se beijavam, ele correu com Rita ao colo até entrarem na água.

-Não acredito no que me acabaste de fazer Fábio Rafael! – Disse pousando os pés na areia que delimitava o fundo do mar.

-Mana! – Gritou Pedrito fora de água. –Vou chamar o Pedro! Posso ir para a água?

-Sim, mas só se vieres com o Pedro, ou então com a dona Teresa.

Enquanto aguardavam, Fábio e Rita aproveitaram para trocar mais uns mimos.

-Sabes uma coisa? – Perguntou Rita, surpreendendo Fábio.

-O quê, meu bem?

-És, exatamente aquilo que preciso! – Cruzou os dedos e sorriu-lhe.

-Mana! – Disse o pequeno Pedrito entrando na água e nadando até próximo da irmã. –Acho que o mano ia gostar do Fábio!

-Tens as bóias nos braços mas achas que devias ter saído assim de ao pé do Pedro? – Agarrou no irmão e pô-lo ao seu colo. –Já viste a aflição em que deixaste o rapaz?

-Não te preocupes que eu disse-lhe para vir que eu vinha logo atrás. – Respondeu Pedro (o mais velho) pegando no mais pequenito. –O teu irmão precisa que lhe dêm espaço e transmitam confiança, ele é muito desenrascado e inteligente.

-Mana, já sou crescido! – Saiu do colo de Pedro e nadou próximo deles durante uns segundos.

-Pedro, eu sei que já és crescido mas para mim serás sempre pequenino!

-Para mim também serás sempre pequenina, menos quando tiveres um bebé na barriga! – Respondeu rapidamente o pequenino. –Mana, a mãe do Fábio, não quer vir para a água podemos ir para ao pé dela?

-Claro meu bem! – Sorriu respondendo. –Queres que te pegue ao colo ou vamos a nadar?

-Quero ir a nadar, mas quero que o Fábio vá comigo, tu vais para a toalha com o Pedro. – Rita acenou, positivamente para o irmão e foi andado para a toalha com Pedro.

-Como se chama a tua amiga? – Perguntou Rita enquanto se sentava na areia à beira-mar.

-Marta. Acho que ias adorar conhecê-la.

-Tenho a certeza que sim. E o que é que vocês têm?

-Ainda nos estamos a conhecer mas estou muito interessado. Ela é simplesmente fantástica. – A felicidade de Pedro a falar nela era simplesmente notória, o sorriso de orelha a orelha e o brilho no olhar falavam por si.

-Estás apanhadinho. – Confessou ela, também sorridente, o amigo merecia ser feliz e ela ficava feliz por vê-lo feliz também.

-Oh mana, não me viste a nadar! – Disse o Pedro mais pequenino, sentando ao colo da irmã. – O Fábio diz que nado bem!

-Eu vi, meu bem! Nadaste muito bem! – Deu-lhe um beijo na bochecha orgulhosa. Fábio aproximou-se deles e deu a mão a Rita e começaram a caminhar até à mãe do mais velho. –E porque não vais fazer-lhe uma surpresa?

-Achas que ela ia gostar?

-Todas as mulheres gostam de surpresas e a Marta não deve ser excepção!

-Que é que lhe compro?

-Talvez um ramo de flores, seja uma boa ideia. – Sugeriu Fábio.

-Obrigada. – Secou o corpo com a toalha, vestiu-se rapidamente, despediu-se de todos e foi até ao carro. Iria surpreender Marta e estava feliz por isso, iria lutar pela sua felicidade ao lado de quem gostava. Não esquecera completamente Rita, já o assumira, mas iria esquecê-la por completo e tentar compreender o que tanto o ligava a Marta.

-Onde é que ele foi? – Perguntou Teresa, surpreendida com a despedida repentina de Pedro.

-Arranjar uma namorada. – Fábio sorriu, mas nada disse, nem iria dizer. Estava feliz porque já não sentia pressão em disputar Rita, iria amá-la e ela iria apenas concentrar-se no amor que sentia por ela. No fundo, ele tinha medo que ela percebesse que arranjava melhor que ele e apenas desistisse do amor que os unia. –E tu menino Fábio, podes-te rir à vontade, que já tens o caminho livre para me amar. – Deu-lhe um beijo no nariz.

-Dona Teresa quer ir connosco à água? – Perguntou Pedrito animado.

-Acho que vou contigo à água para deixarmos a tua mana e meu filho a namorarem. – Deu a mão ao mais pequenino e foram em direção ao mar. Rita sentou-se entre as pernas de Fábio e sentiu o seu corpo ser rodeados pelos grandes e fortes braços do seu amado.

-O Pedro ainda gosta de mim. – Fábio sentiu o coração apertar-se. –Mas está a esquecer-me mas conheceu uma rapariga e está a apaixonar-se.

-Só tenho medo que percebas que arranjas melhor que eu e que saias da minha vida, de repente, como entraste.

-Não vai acontecer. – Olhou para ele. –Nem com o Pedro nem com mais ninguém, porque ninguém me merece como eu te mereço a ti, vale? – Desta vez foi ela que o beijou fugazmente. Sabia bem a Fábio ouvi-las, mas também senti-las, o sentimento era recíproco.

(Mais tarde)
Já haviam saído da praia e tomado banho, o jantar estava pronto e na mesa.

-Bem meninos, visto que já têm a comidinha pronta, eu vou indo...

-Jante pelo menos connosco, dona Teresa. – Convidou Rita.

-É melhor ir andado querida, como qualquer coisa pelo caminho e assim o teu pai não fica acordado à minha espera.

-Queres levar uma sandes ou qualquer coisa para comer no caminho?

-Deixa-te estar. – Caminhou até à porta de casa enquanto todos a acompanhavam. Baixou-se para se despedir de Pedrito. –Gostei muito de te conhecer, pequeno.

-Também gostei muito de si, mãe do Fábio! – Teresa sorriu, aquele menino além de ser um excelente menino estava a ter uma educação repreensível da parte dos seus pais como também do apoio da irmã.

-Gostei muito de te conhecer minha querida. –Deu dois beijos a Rita e sussurou-lhe ao ouvido. –Toma bem conta do meu filho, ele pode ter alguns defeitos mas é um excelente rapaz.

-O prazer de a conhecer foi todo meu. – Deu-lhe dois beijos à sua futura sogra. –E esteja descansada que irei tomar conta do seu filho.

-E tu meu pequeno que nunca irá crescer, para mim. – Deu um beijo na bochecha do filho. –Quero que também tomes bem conta da Rita, nunca é tarde para levares umas boas palmas nesse rabo!

-Não te preocupes que também te ligo todos os dias! –Respondeu enquanto começava a encostar a porta depois da saída da sua mãe.

-Senão o fizer eu mando-lhe uma mensagem! – Respondeu Rita depois de Fábio fechar a porta e dirigindo-se para a mesa da cozinha onde iriam jantar.

-Mas tu tens o número da minha mãe?

-Pois é, meu amigo, não és só tu que tens o número dos meus pais.

Depois de jantarem, Pedrito sentiu o corpo fraquejar.

-Mana, posso ir para a cama?

-Vamos para nossa casa então amor?

-Tenho um quarto livre, podem cá passar a noite, se quiserem. – Sugeriu Fábio. –Como sabes, quando comecei a vir jogar para o Benfica, os meus pais compraram esta casa e eu durmo no quarto que era dos meus pais e o que era meu está disponível.

-Mana, eu quero lá dormir!

-E vais dormir com o quê vestido?

-Mana, já estou de pijama. – Respondeu Pedrito, que havia tomado banho na casa de Fábio, com ele, enquanto Rita fora a sua casa tomar banho e trouxera-lhe um pijama para ele vestir. –Tu e o Fábio podem ficar a fazer-me companhia até adormecer?

-Claro. Depois arrumamos a cozinha. – Respondeu Fábio, em vez de Rita. –Acho que ainda tenho uma história qualquer para te ler, se quiseres.

-Deixa estar Fábio, sabes rezar?

Tanto Fábio como Rita ficaram surpreendidos por aquela pergunta. Pedro sabia rezar apenas o Pai Nosso, porque a irmã lhe ensinara com 4 anos, mas nunca tinha sido hábito fazê-lo.

-Sei, porquê?

-Queria pedir para Jesus tomar conta do mano que está no céu e que ponha a mãmã boa. – Rita ficou claramente surpreendida e com uma lágrima no canto do olho. O irmão era um poço de surpresas, positivas. A sua maior preocupação não era pedir para ficar bem, mas sim para que o irmão vivesse em paz no céu e que a mãe ficasse inteiramente saudável e bem.
Os três foram até à beira da cama e colocaram-se de joelhos, benzeram-se e rezaram o pai nosso, seguido de uma prece espontânea do pequenino:

-Querido Jesus, sei que me estás a ouvir. A mana disse que ouvias toda a gente quando rezamos. – Fábio espreitou pelo canto do olho para Rita, que assim como Pedro mantinha os olhos fechados e ele imitou o gesto. –Tentei portar-me bem, mas às vezes é difícil. Mas eu prometo que me porto, se puseres a mãmã boa e se fizeres com que o meu mano mais pequenino fique perto de ti no céu, feliz e a olhar por nós, como tu, pode ser? – Durante alguns segundos o silêncio instalou-se. –Prometo. – Repetiu Pedrito. –Apesar de não te ver gosto muito de ti, Jesus! – Olharam para Pedrito que deu por terminada a oração e benzeram-se. Deitou-se e depois de aguardarem alguns minutos, acabou por adormecer. Sairam do quarto e encostaram a porta para ficarem mais à vontade e foram até à cozinha onde a arrumaram.

-O teu irmão Pedro é um anjo.

-É verdade. Ele surpreendeu-me muito hoje!

-Apesar de não o conhecer tão bem como tu, também fiquei surpreendido. Ele reagiu bastante bem à morte do irmão.
-Fábio, não precisas de te fazer de forte. – Desta vez foi Rita que surpreendeu Fábio. –Tu podes não o ter demonstrado, mas tanto eu como a tua mãe, reparamos que tu estás com vontade de chorar, e que por dentro estás de rastos. – Fábio gelou, seria assim tão transparente para as mulheres que marcaram a sua vida até então?
Correu até aos braços dela e abraçou-a.

-Estou bem, a sério que sim.

-Fábio, vamos para a cama e falamos mais à vontade. – Deitaram sobre a cama, um de frente para o outro e Fábio pousara-lhe a mão ao fundo das costas enquanto ela pousara a mão sobre o peito dele.

-É verdade que estou de rastos, mas isto passa. Simplesmente nunca tinha sentido na pele a morte de ninguém, é apenas isto. – Confessou, apesar de saber que não era assim tão delinear como dizia.

-Fábio, podes chorar junto a mim. – Ele encostou a cabeça na barriga dela e fazia tudo para se sentir forte mas no fundo sabia que a qualquer momento iria desabar o muro que contruira em seu redor.

-Tu é que perdeste um irmão... – Repreendeu-se. –Devias ser tu a desabafar comigo.

-Tenho uma forma muito peculiar de lidar com as mortes, não te preocupes. – Respondeu Rita e sabia que no fundo era verdade. – Pode parecer egoísmo, frieza e tudo o que quiseres chamar, mas para mim o meu irmão está no céu, em paz, eu, sim estou no inferno da Terra onde as pessoas são terríveis.
-És uma mulher incrível e apaixonante sabias? – Olhou-a nos olhos. –Não me irias mentir, eu confio em ti. – Cruzou as mãos com as dela e sentiu-se desanimar ainda mais, mas tentando ter forças por Rita.

-Podes chorar nos meus braços Fábio... Confia e desabafa comigo, meu amor. –Pediu.

Será que Fábio vai desabafar ao pé de Rita?

Será que Rita irá ser o apoio necessário? Será que as preces de Pedrito serão ouvidas?

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Capítulo 26 “Que estão a fazer? Estão a fazer-me um sobrinho?”


-Peço imensa desculpa! – Disse envergonhada. –Entre, entre... – Abriu a porta e deixou a senhora entrar. –Coloque-se à vontade enquanto eu vou só acordar o seu filho.

-Deixa-o descansar querida. – Pediu. –Assim posso aproveitar para trocar umas palavras com a minha nora. – Rita sentiu-se ainda mais envergonhada do que quando fizera a viagem no autocarro com os colegas de Fábio, mas será que todas pessoas da vida dele já sabiam da sua existência?!

Teresa sentou-se na ponta do sofá da sala fazendo com que Rita se sentasse na ponta oposta. Sentia-se desconfortável e não sabia ao certo o que dizer à mãe de Fábio... Ela gostava dele mas não era suposto a mãe dele saber ou era?

-O Fábio já me falou muito de ti minha querida. – Olhou para ela e colocou as mãos sobre as mãos da jovem rapariga.

-Fico muito contente por saber isso! – Sorriu.

-Minha querida não precisas de ter vergonha de falar comigo, eu só quero conhecer melhor a rapariga que roubou o coração do meu filho.

Rita sorriu, simplesmente não conseguia esconder o sorriso, ele tinha dito isto à mãe?

-É com muito orgulho que respondo que o seu filho também roubou o meu.

-Fico contente por saber isso! E como mãe só te posso agradecer por teres aberto os olhos ao meu filho e por tê-lo feito mudar para um homem ainda melhor!

-Dona Teresa, eu não mudei o seu filho. O seu filho é que quis mudar. – A mãe do jovem sorriu, Rita era assim tão humilde que nem queria assumir que havia mudado a vida dele de forma tão sentimental e humana, ela era a principal impulsionadora para ele se tornar um homem melhor com tudo o que isso acarretara.

-Desde que o Fábio me falou de ti que percebi que eras boa pessoa mas depois de trocar alguns dedos de conversa contigo entendo que ele não poderia ter escolhido melhor.

-Muito obrigada! Também tenho de lhe dar os parabéns porque o seu filho além de ser um enorme jogador, é uma enorme pessoa e um enorme homem, não só porque quis mudar mas também devido à excelente educação que lhe deu, tem princípios, consciência e maturidade, o que é difícil encontrar, infelizmente, hoje em dia, dona Teresa.

-Muito obrigada também eu! – Deu um beijo na bochecha de Rita. –E não precisas de tratar-me por dona e muito menos por “você”, prefiro que me trates pelo meu primeiro nome e que me trates por tu querida, não sou assim tão mais velha que tu!

-Desculpe mas isso não sou capaz de o fazer... Não consigo tratá-la por “tu” porque me sinto faltar-te ao respeito e a ser mal educada, é mais velha que eu e simplesmente devo-lhe respeito, não só enquanto mãe do Fábio como enquanto adulta. O dona posso prometer que tento, não prometo é que consiga. – Sorriram. –Desculpe, mas não lhe perguntei... Deseja comer alguma coisa ou beber?

-Querida, não sou assim tão velha que não possa ir fazer isso sozinha!

-Sim, mas tenho de tratá-la de forma ainda mais especial não quero que fique desiludida comigo!

-Isso era impossível! – Ouviram a voz de Fábio a entrar na sala. –Como é que duas pessoas que amo tanto podiam não gostar uma da outra? Eu tenho um excelente bom gosto! – Sentou-se entre as suas “duas mulheres”.

-Olá filho! – Cumprimentaram-se com dois beijos e um grande abraço. –Estava a conhecer a minha futura nora a tentar ver se marcava uns pontos por ti!

-Não precisa dona Teresa! – Exclamou Rita. –O seu filho não precisa de me conquistar mais, o meu coração é todo dele! – Fábio deu-lhe um beijo na testa. –A nossa relação não se torna mais oficial não é por culpa dele, muito pelo contrário, ele é bestial, é por minha culpa, por acreditar nas pessoas erradas e desconfiar das certas!

-Eu também te dei motivos para desconfiares desde o princípio mas mesmo assim tu soubeste-me dizer que não e pores-me um limite e um travão e eu apaixonei-me por esse teu lado autoritário mas também pelo teu lado carinhoso, a tua relação com a nossa afilhada Di mas também com o teu irmão Pedrito e ainda por cima depois do dia difícil de hoje...

-Também foi difícil para ti, mas o meu irmãozinho está a olhar por ti lá do céu!

-Minha querida, sei que pode ser difícil a morte de um ente querido, mas apesar de não saber se és crente em Deus ou não, mas ele agora está num local melhor, está em paz!

-Não digo que seja fácil porque não é, mas nada é impossível quando a alma não é pequena, como dizia e bem Camões! Eu sei lidar com o que sinto e com a dor que me vai na alma mas o problema vai ser dar a notícia ao meu irmão mais pequenito... Tenho medo da reação dele.

-O Pedrito tem quantos anos querida?

-Seis aninhos. Sei que não tenho de ser eu a dar notícia, mas com a minha mãe está internada no hospital e o meu pai a acompanhá-la e não quero sobrecarregar a minha irmã e o meu cunhado que ainda por cima já têm a minha sobrinha, sobra apenas para mim dizer-lhe.

-O meu conselho para ti, e com experiência visto que este rapaz já teve seis anos. – Sorriu a olhar para o filho. –É ires buscá-lo à escola mais cedo do que é normal e darem-lhe a notícia de forma sincera e direta, depois levam-nos a sítios que ele gosta, como por exemplo ir jantar fora, irem ao parque e mais algumas coisas, vocês de certeza conhecem-no melhor que eu!

-Tem toda a razão do mundo! Fábio então vemo-nos amanhã certo?

-Não Rita, se alguém tem de se afastar sou eu que vim em má altura! – Respondeu a mãe de Fábio.

-Nem pensar nisso mulheres! Vamos os três buscar o Pedrito e dar-lhe um excelente dia! – Concluiu Fábio e com esta ideia de Fábio nenhuma conseguiu recusar, antes pelo contrário, acharam que era o melhor para todos.

-Deixem-me só avisar a minha irmã.

Rita afastou-se um pouco e entrou em contacto com a irmã, avisou-a que iria buscar o irmão e dar-lhe a terrível notícia mas sabia que tinha de o fazer, era o melhor.
Por sorte Fábio já tinha uma cadeirinha para Pedrito no seu carro, por isso foi só entrarem para o carro e seguirem o trajeto até à escola primária do pequeno onde ele estava a ter aulas. Rita acabou por explicar à professora e à funcionária que abrira o portão da escola a razão para ir buscar o irmão e depois de o ter junto de si deu-lhe um enorme beijo e um ainda maior abraço:

-Mana porque me vieste buscar?

-Vamos até ao carro, meu amor.

Quando chegou à porta da escola Pedrito ficou reticente, ao contrário da irmã era um rapaz bastante introvertido e acabou por não se sentir à vontade para cumprimentar a mãe de Fábio. Escondeu-se atrás das pernas da irmã até que ela o apresentou:

-Pedrito. – Olhou para ele. –Não precisas de ter vergonha, senão fosse aquela senhora não havia este rapaz aqui. - Apontou para mãe e filho e Pedrito acabou por ceder, cumprimentou primeiramente Fábio depois a sua mãe.
Caminharam juntos até ao parque infantil que se encontrava nas traseiras da escola primária e sentaram-se no chão, enquanto Fábio e Teresa sentaram-se no banco à frente deles.

-Queres que seja eu? 

-Não, quero ser eu a fazer isto. – Respondeu a Fábio. Fez com que Pedrito se sentasse no seu colo e aconchegou-o.

-Não sei como te dizer isto... Mas aqui vai: O bebézinho que estava na barriga da mãmã já não vai nascer.

-Então mana?

-A mãmã teve um acidente e o bebé morreu.

-Vocês mentiram-me? – Perguntou chocado e magoado.

-Não, meu bem. A mãmã estava grávida mas teve um acidente e o bebé morreu.

-Então o bebé fez mal à mãmã?

-Não, mas a mãe teve um acidente e o bebé não aguentou a dor e foi para o céu. Mas a mãmã está bem.

-Então o bebé estava a fazer mal à mãe e acabou por morrer?

-Não, meu amor. Eles tiveram o acidente, aconteceu, não foi culpa de ninguém e estavam ambos a sofrer e o mano como era boa pessoa e um anjinho decidiu parar o sofrimento e foi para o céu, assim tanto ele como o mãe ficaram em paz.

-E onde está a mãe? E o pai?

-A mãe está no hospital para os médicos tomarem conta da mãe e verem se ela fica bem e o pai está com ela.

-E a mana Ana? E o Rúben e a Di?

-A Diana está na escolinha, ainda é muito pequenina para perceber isto, a Ana e o Rúben estão a acalmar os pais.

-Então já não vou ter de partilhar o quarto? Nem companhia para jogar à bola?

-Tens-me sempre a mim, meu pequeno! – Disse Fábio enquanto pegava em Pedro ao colo.

-Eu queria um mano mais pequenino, tu ganhas-me sempre!

-Na Play Station nem me dás hipóteses! – Disseram a brincar.

-Tu e a mana têm de me dar um primo! – Sorriram.

-Se eu e a tua mana tivermos um bebé não vai ser teu primo mas sim teu sobrinho, como a Di!

-Ah está bem! Queres ir brincar comigo?

-Vamos! – Fábio e Pedro começaram a correr e a brincar enquanto Rita se sentou ao lado de Teresa.

-O pequeno até reagiu melhor do que estava à espera. O teu irmão é muito forte!

-Ele parece muito frágil mas no fundo é muito forte, ainda há pouco tivemos a prova! – Sorriram. – Mas obrigada pelas palavras, fico muito orgulhosa!

-Querida, posso pedir-te um favorzinho?

-Se a puder ajuda, assim o farei, diga.

-Senão te importares gostava de poder falar com a tua mãe e dar-lhe uma palavra de força e apoio, sei que não a conheço mas gostava muito de fazê-lo.

-A minha mãe precisa de todo o apoio e mais algum neste momento por isso agradeço-lhe o gesto, apesar de não saber ao certo como ela vai reagir.

-Minha querida. – Pousou a mão sobre a mão de Rita. –Compreendo e aceito qualquer uma que seja a tua decisão e sei que irás fazer o mais acertado.

-Vou arriscar. – Respondeu respirando fundo. –Mal não irá fazer. Só lhe posso agradecer, conheceu-me hoje e já tem sido mais incansável que outros amigos.

-Querida, faço-o do fundo do coração. Não é por seres amiga e futuramente namorada do meu filho, acredita que não, é porque és uma rapariga com um enorme coração e estás a atravessar um momento difícil e até porque tens de parecer forte, até para manteres a família forte e unida e como tal podes contar com o meu apoio para todos os momentos até quando te sentires mais frágil. – Rita não conteve a emoção e abraçou Teresa.

-Não sei como lhe agradecer por tudo! – Disse emocionada.

-Que é que as minhas princesas estão a falar?

-Meu amor. – Rita falou para Pedrito. –Queres ir ver a mãmã?

-Shim! E será que a mãmã quer ver-me? Ou será que eu vou lembrar o mano que está no céu?

-Pequenito, a mãmã vai ficar surpreendida por ver-te e acredita que vai agradecer-te e encher-te de beijos! – Respondeu Fábio. –Tu vais pôr a mãmã a sorrir não vais?

-Claro que sim! Depois pudemos ir passear na mesma?


-Claro meu tesouro! – Rita deu-lhe um beijo na testa e pegou-lhe ao colo.

Entraram para para o interior do carro e seguiram até ao hospital, mas ao contrário de todos, Fábio ficou na entrada do hospital, Rita estranhou a sua atitude mas nada questionou, talvez ele não estivesse preparado para enfrentar a sua mãe, ela tinha de se recordar que ele nunca vivera na pele uma morte e também para ele estava a ser difícil lidar com todos os sentimentos daquele dia.

-Dona Anabela, eu sei que o Fábio nunca tinha lidado com a morte antes e isso preocupa-me, tenho medo que ele possa estar a esconder o que realmente sente.

-Ele nunca tinha lidado com a morte antes e eu percebo apenas de olhar para ele que a morte do teu irmão o afetou, mas logo fala com ele, obriga-o a desabafar, ele confia em ti e se quiser falar ele assim o fará, ele não consegue guardar aquele que sente durante muito tempo.

-Com todo o respeito... Teresa. – Hesitou. Estava a fazer um esforço para a tratar pelo primeiro nome e não por "dona", antes do seu nome, mas não conseguia deixar de sentir faltar ao respeito. –Dona Teresa, quero eu dizer, mas será que ele não se sentiria mais à vontade para falar consigo?

-Até pode sentir-se à vontade para desabafar comigo, mas infelizmente eu volto ainda hoje para Águeda.

-Esperava que ficasse cá mais tempo...

-Não, hoje consegui ter uma tarde livre e vim, mas amanhã já há trabalho.

-Tenho pena mas espero pela sua visita mais vezes, será recebida da melhor forma possível!

-Obrigada minha querida, e acredita que para a próxima trago o meu marido para te conhecer, ele está ansioso!

-Espero não a ter desiludido e espero não desiludir também o seu marido!

-Não o farás querida!

Depois de aguardarem mais alguns minutos acabaram por entrar no quarto onde estava Maria, que ficou surpreendida por vê-los, mas em simultâneo feliz. Não tinha como esconder a tristeza, apesar do bebé ainda morar no seu ventre, já não era um pequeno ser vivo. Maria estranhou também a ausência de Fábio, afinal o rapaz era como se fosse da família, mas respeitou qualquer uma que fosse a sua decisão, sabia que ele estava a apoiar a filhota que parecia aceitar minimamente bem a notícia, mas no fundo a realidade não era essa. Trocou também alguns dedos de conversa com Teresa, afinal eram “comadres” como gostavam de se apelidar, que também lhe deu alguns conselhos em relação a lidar com esta notícia, nunca tinha vivido na pele mas já havia vivido mortes de familiares próximos e soube dizer as palavras certas, assim como fez Fábio a Rita, mas Maria estava cansada e por isso a visita não durou muito tempo, decidiram deixá-la descansar e saíram do quarto.

-Rita. – Abraçou-lhe Pedro. –O Fábio contou-me o que se passou com o teu irmão e com a tua mãe e vim logo para aqui. – Deu-lhe um beijo na bochecha. –Estou disponível para ti 24 horas por dia e especialmente hoje, vou juntar-me ao Fábio e à mãe dele para te apoiar e ao Pedrito. – Mexeu-lhe no cabelo.

-Obrigada, mas acho que a minha mãe precisa mais de apoio que eu.

-Ambos sabemos que isso não é bem assim. – Disse-lhe ao ouvido. –Tu também precisas de apoio e eu estou aqui para te apoiar.

-E estás disposto a conviver com o Fábio por minha causa?

-Tu vales a pena o esforço. – Respondeu-lhe em sussurro, ainda durante o abraço.

-Rita, posso ir visitar a tua mãe? Gostava de lhe dar uma palavrinha de apoio. - Perguntou Fábio.

-Ela perguntou por ti. – Respondeu. –Ela está cansada mas de certeza que vai gostar de te ver.

-Posso entrar também? Gostava de dar uma palavra à dona Maria. – Perguntou Pedro.

-Claro! A minha mãe vai ficar muito feliz por vos ver! – Respondeu calmamente e ambos acabaram por entrar no quarto onde estava a mãe da amada.

Depois de esperarem alguns minutos, Pedro e Fábio saíram do
quarto e apesar de Rita saber que eles estavam a fazer um
esforço para proporcionarem um bom dia a si e ao meu irmão,
tinha medo que começassem a discutir ou que algo não corresse
bem.

-Meu bem queres ir até onde? – Perguntou Rita fazendo a sua mão deslizar pela face de Pedrito.

-Pudemos ir até à praia mana?

-Pudemos Fábio, Pedro e dona Teresa?

-Sim! – Responderam em coro.

Enquanto Pedro foi no seu carro até casa mudar de roupa, os restantes foram até casa mudar de roupa. Teresa teve de usar emprestado um fato de banho da mãe de Rita, enquanto Pedrito vestiu o seu, Rita experimentou vários diferentes.

-Posso entrar? – Perguntou Fábio vendo a porta encostada.

Rita respondeu que sim enquanto apertava a parte superior do biquíni, bem próximo do pescoço.

-Podes apertar aqui o biquíni senão te importas?

-Claro que não me importo tonta! – Deu-lhe um beijo no pescoço e colocou as mãos sobre a barriga dela, fazendo-a virar-se para si. –Queres saber uma coisa?

-Vou ter de mudar de biquíni, eu sei... – Confessou com a auto-estima em baixo.

-Para mim és e estás perfeita! – Beijaram-se intensamente, como que aquele beijo demonstrasse o amor e a paixão que existia entre eles.

-Mana? – Perguntou Pedrito interrompendo o beijo. –Que estão a fazer? Estão a fazer-me um sobrinho?

Que é que Fábio e Rita irão responder?
Como irá ficar Pedrito? Como correrá o dia na companhia de Pedrito, Anabela e Pedro?