sábado, 28 de setembro de 2013

Capítulo 2: Vizinha!


“Olá! Tudo bem? Por acaso não és aquela rapariga que acompanha a claque dos No Name que acompanha a minha equipa para todo o lado?”

Fora aquela a mensagem que Fábio enviara a Rita através daquela rede social. Tinham-lhe contado que Tiago, aquele rapaz que ele considerava um amigo tinha trocado uma relação de ano e meio por uma aventura. Tiago fora em tempos, namorado da sua melhor amiga Tânia e magoara-a muito, por isso Fábio sentia quase como “obrigado” a ajudar Rita a ultrapassar aquele momento e ele já também já tinha tido uma relação com Adriana, curta como sempre, mas ele conhecia-a suficientemente bem para dizer que ela não lhe seria fiel durante muito tempo. E que muito menos o faria feliz como ele esperava. Apesar do estilo de mulherengo de Fábio, ele deixava sempre bem claro ás raparigas que não era uma relação séria. Que ele não se apaixonava, podia ter sido feliz e ter-se sentido bem mas não queria relações sérias, não se ia apaixonar e não acreditava no amor. Quando lhe contaram que Tiago “trocara” de namorada, Fábio não conseguiu continuar a falar como fazia com ele. Não conhecia Rita, mas conhecia Adriana e isso era razão suficiente para a sua mudança de atitude, conhecia Tiago que destruira o coração de Tânia, que o amou e a fez crer que o amor era correspondido e iriam ser felizes, juntos, e no dia seguinte acabou a relação que os unia. Queria tentar ajudar Rita, queria tentar animá-la, mas ele nunca se apaixonara antes, mas estava disposto a tentar. Ao contrário de todas as outras vezes que falara com raparigas, á exceção da sua melhor amiga, não tinha... Segundas intenções. Não sabia se ela iria responder, mas sabia que assim que mandasse aquela mensagem ficaria de uma certa forma mais tranquilo, sentia necessidade de ajudar aquela rapariga que estava desiluida e magoada. Ele sabia que já deixara algumas em situação idêntica, sabia que já magoara e desiludira, raparigas com que tivera relações sem compromissos como fazia questão de frisar, mas não era por mal. Nunca fora sua intenção desiludir ninguém, mas acidentalmente fizera-o. E lamentava-se por isso. Passado alguns minutos, ela respondeu:

“Olá. Sim está tudo e contigo? Sim sou eu mesma!! Que eu saiba sou também a única rapariga da claque acompanha a equipa B. Mas porquê?”

Fábio recebera mensagens de outras raparigas, de amigos, mas naquela noite só tinha olhos para qualquer resposta de Rita. Não tinha intenções de ter uma relação com ela, nem de se tornarem amigos. Queria apenas melhorar o seu dia, fazer vê-la que nem tudo estava perdido e mesmo que o amasse, sentimento desconhecido por Fábio, havia sempre solução e que tudo na vida acontecera por algum motivo e o motivo era provar-lhe que Tiago não gostava assim tanto dela como parecia. Ela podia não querer falar com ele, tinha razões para tal. Não eram amigos, não se conheciam mas ele sentia que tinha de fazer algo por ela, que era sua obrigação, mas não era algo mau. Fábio sentia-se responsável por Rita, talvez fosse porque Tiago já outrora tivesse sido seu amigo ou por Adriana ser um ex relacionamento seu, ou até mesmo por Tiago já ter namorado com Tânia e Fábio queria ajudar Rita a não sofrer tanto como ela sofreu e demorou a recuperar, ou talvez não, ele não fazia a menor ideia mas queria fazê-lo. Precisava disso para dormir descansado naquela noite. Ela respondeu! Não sabia explicar mas a história dela afetara-lhe de uma forma estranha que nunca ou quase nunca o tinha afetado. Respirou fundo depois de ler a resposta, sentia-se nervoso e ansioso. Sentia que precisava de ser amigo dela, que sabia ajudá-la a resolver aquele e outros problemas, curiosidade em conhecê-la, desta vez sem intenção de nada sem ser amigos, quando soube da história ficou com o pressentimento que ela era uma pessoa sozinha e ele a ajudaria. Digitou:
“Tenho amigos na claque e falaram-me muito de ti. E soube o que se passou, eu era amigo do Tiago mas depois do que ele fez não consigo olhar para ele da mesma forma. Apesar de não sermos amigos, podes contar comigo para desabafar, para chorar ou até mesmo para falar”.
O seu telemóvel tocou. Era a sua melhor amiga. Embora ele quisesse mesmo saber qual era a resposta de Rita, tinha de atender aquela chamada. Tinha combinado que ela dormiria em sua casa e esquecera-se. Não queria culpar Rita mas ela tinha estado na sua cabeça durante todo o dia. Estava a afetá-lo de uma forma particular, como nunca fora afetado antes. Os motivos eram desconhecidos, embora houvesse uma pequena suspeita, o sentimento de responsabilidade, as suas histórias já se tinham cruzado por mais que uma vez e ele queria aproximar-se dela. Passara a tarde inteira em casa, sem falar com ninguém, em frente ao computador á espera que Rita entrasse naquela rede social. Não queria que ela entrasse e visse a mensagem queria enviar-lhe enquanto ela lá estivesse e depois podia responder. Levantou-se e foi atender o telemóvel.

-Que me queres? – Perguntou rudemente Fábio depois de atender a chamada. Na realidade queria poder contar tudo a Tânia, sua melhor amiga, mas só podia contar depois de acontecer.

-Tão simpático que o meu melhor amigo está hoje! – Criticou-o. – Mandei mensagens, chatiei-te no facebook, e tu nada. Esqueceste-te que tinhamos combinado que ia dormir a tua casa? Estou á porta da tua casa á séculos. – Explicou a rapariga.

-Não, não esqueci. Quando acabar isto vou já abrir. Agora tenho de desligar beijinhos. – Nem lhe deu tempo de responder, desligou a chamada e voltou para o sofá onde tinha o seu computador portátil.

Sentou-se e colocou o computador no seu colo e foi novamente para as mensagens. Havia de outros amigos, da sua melhor amiga, mas ele não as iria ver, pelo menos não hoje. Rita saira e não lhe respondera, nem tinha visto a mensagem. O que o desiludiu e sentiu-se um pouco culpado por a ter abandonado sem avisar. Desligou o computador e foi abrir a porta de sua casa. Distraído sempre a pensar em como aquele sentimento estranho mas tão forte como sempre lhe descreveram, chamado amor, se alguém amasse realmente outra pessoa não a trairia, era a opinião dele, apesar de nunca ter sentido aquele sentimento e não saber até onde ele o poderia levar. Abriu a porta e cumprimentou a sua melhor amiga, depois conversaram bastante, Fábio contara-lhe o que se andava a passar na sua cabeça, o quanto a história daquele final de relação do “triângulo amoroso” de ex-namorado dela e da sua ex-namorada e da simples Rita, mas suficientemente forte na cabeça (e quem sabe coração) dele o afetara,  como nunca tinha acontecido. Ela ficou surpreendida e enquanto pensava numa resposta, dissera-lhe que os novos vizinhos tinham-se mudado para o prédio dele, mais concretamente para a casa que havia em frente da de Fábio. Quando conseguiu chegar a uma conclusão disse que nunca tinha conhecido aquele lado de Fábio, nunca algo assim o tinha afetado e ela não sabia explicar, sabia que ele tinha bom coração e era amigo do seu amigo, mas de onde teria vindo a vontade de se aproximar para uma amizade por um fim de relação, sem segundas intenções? Ele era amigo do seu amigo, mas porquê aproximar-se de alguém a quem não devia nada só para falarem sobre algo que ele não entendia e não podia ajudar?! Era uma pergunta sem resposta mas decidiram mudar de assunto. Pouco faltava para as 20h, horas em que iam jantar, mas primeiro Fábio ia apresentar-se e conhecer os novos vizinhos e oferecer-lhes o jantar, com a mudança e a movimentação do dia, estariam exaustos e nem se tinham lembrado de tal refeição. A sua melhor amiga ficou em casa á espera das pizzas que chegariam a qualquer instante e ele foi tocar aos seus vizinhos.
Apesar do aspeto desleixado, com roupa prática de fato treino e com claro cansaço do dia, ele ficou admirado, pela beleza da sua nova vizinha mas também pela sua expressão, pela sua face, que não lhe era nada estranha. Parecia ser mais jovem que ele, mas tinha um brilho especial. Ele só tinha falado com ela uma vez, não a conhecia mas sabia o seu nome e ficou admirado por aquela mulher meio menina. Devia ter dezasseis anos, aparentava ainda ser menor, mas tinha um olhar que o fixava desde o inicio. Fábio tinha visto diversas raparigas bonitas que o cativaram e aquela não era exceção, mas esta era sua nova vizinha e ele gostava disso. Queria criar uma amizade com ela, de alguma forma ajudá-la...

Quem será a nova vizinhança de Fábio?

Será que ficaram amigos? Será que Rita irá responder
à mensagem dele?

5 comentários:

  1. Olá, Rita!
    Adorei mas confesso que quero mais açao! Mais dialogo e menos pensamentos. Porque eu gosto de açao, de contacto! Mas o capitulo estava muito bom, nao me interpretes mal! Fiquei curiosa por saber quem e a nova vizinha do Fabio!!

    Beso
    Ana Santos

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  2. guapa! eu já te tinha dado a minha opiniao e permanece firme! ADORO!!!! e esta história promete mesmo ser em grande, com grandes personagens e uma história cheia de emoçoes!!
    quero muito ler o resto, muito mesmo!!
    continua porque já sabes, esta história tem tudo para ser linda!! :)

    beijo guapa! fico à espera do 3º capituloooooo muito ansiosaaaaaaaaaa!!!
    beso!

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  3. Olá! :)
    Mais uma vez, adoreiii o capitulo! Como a Ana gosta, todas nós gostamos, de mais ação, mas este lado dos pensamentos, do expressar dos sentimentos, ideias, adoro isso, acho que é isso, essa parte que torna, pelo menos nestes dois capitulos, a história mais forte e intensa, algo que me prende muito, que me... deixa sem palavras mas com o coração cheio de emoções, não minhas, mas que enquanto leio me parecem pertencer! Adoreiii mesmo, e como já disse, acho que esta será uma grande história!!
    Quero muito ler o próximo! e acho que a vizinha é a Rita xp

    Besos
    Mónica

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  4. Adoro, adoro e adoro, estou bastante ansiosa pelo próximo. Tenho um palpite sobre a vizinha do Fabito ;)
    Beijão :)))*

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