quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Capítulo 33: “(I want you, and only you) Because you are my heaven.”


AVISOS:
Olá minhas queridas leitoras, hoje a "Heaven" (como carinhosamente trato esta fanfic) comemora 2 anos, nem quero acreditar como o tempo passa a voar, e como tal trago-vos um capítulo muito especial e grande, o maior que já escrevi para esta fic, deixem os vossos comentários no final, porque foi intenso escrevê-lo mas adorei a experiência, foi a primeira vez que escrevi um capítulo deste "género", muito obrigada pelas visualizações e pelos comentários, é muito importante para mim!

PS: Comecei uma fanfic recentemente, para quem não conhece e esteja interessado aqui fica o link: http://siempre-habra-un-cielo-que-nos-unept.blogspot.pt/, e para quem não conhece tenho também outra fic, aqui deixo o link: http://so-acaba-quando-o-ultimo-desistee.blogspot.pt/
E com orgulho que digo que são todas muito diferentes mas adoro escrevê-las!

Beijos e mais uma vez obrigada :)

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Capítulo 33: “(I want you, and only you) Because you are my heaven.”


-A tua irmã ligou-me depois do almoço a dizer que ofereceu uma noite no hotel aos teus pais e que tu, supostamente, e o teu irmão iam dormir a casa dela, e fez questão de frisar que tínhamos a noite por nossa conta. Depois vim ter com ela a casa para me dar as chaves da vossa casa, e até estranhei porque quando cheguei ela estava cá dentro, mas nem me deu tempo para perguntar, deu-me algumas dicas para o que fazer, e depois foi-se embora e que te ia ligar no final da tarde com uma desculpa qualquer para vires para casa, mas pelos vistos... - Rita interrompeu-o e inundou a boca de Fábio com os seus lábios.

-Amo-te, sabias? - Disse ela separando os seus lábios e roubando-lhe um sorriso. - A minha irmã antecipou-se mas não tem mal, nós vamos fazer um jantar diferente. Vamos prepará-lo juntos, a sobremesa é que vai ser surpresa, eu faço uma para ti e tu para mim, e nada de gomas, porque assim não é surpresa, e nada de morangos que eu não gosto nada!
-Já alguém te disse que és exigente?
-Basta olhar para ti que dá para ver que não me contento com pouco! - Fábio abraçou-a e deixou-lhe um beijo na bochecha. - Já sabes o que vais fazer de sobremesa?
-Por acaso já.
-Precisas que te leve ao supermercado?
-Não, tenho aqui tudo o que preciso. - Deu-lhe um beijo na bochecha. - Antes do jantar, queres que vá trocar de roupa para fazermos as coisas direitas?
-Veste com o que te sentires mais à vontade.
-Vou vestir um vestido ou uma saia, só para ver a tua reação a veres-me assim.
-E depois não precisava de esperar pela sobremesa, serias tu o meu prato principal.
-Não sejas tonto, Fábio! - Sorriu. - Deixa-me só ir pousar a mala ao meu quarto e já vamos tratar do jantar e da ementa. - Rita foi até ao quarto e mal entrou soltou uma gargalhada alegre, o que fez com que Fábio fosse ter com ela para saber o que tanto a alegrara. - Não acredito que a minha irmã me fez isto! - Disse em voz alta, após ver uma caixa de preservativos em cima da sua cama.

-Tenho de confessar que isto me deixou constrangido, mas até foi nossa amiga, se pensarmos bem! A tua irmã sabe que és virgem?
-Eu não tenho segredos nenhuns com a minha irmã... E falei-lhe sobre nós. - Disse baixando a cabeça.
-Tu fizeste o quê?!
-Contei-lhe que sou virgem, que nunca cheguei a fazer nada com o Tiago, mas que ele me tinha rebentado o hímen e que eu e tu queríamos fazer... Mas que não tinha surgido oportunidade, mas queríamos fazê-lo e ia acabar por acontecer em breve.
-Nunca mais terei coragem de olhar para a tua irmã da mesma forma.
-É algo natural, Fábio. Nós estamos juntos e gostamos bastante um do outro, existe amor e atração, é algo natural ou não?
-Sim, mas eu nunca tive namorada, logo nunca soube que as mulheres falavam da vida sexual com alguém da família, vou ter de me habituar a isto.
-Já sabes como me senti quando tu e a minha mãe falaram da minha virgindade! - Fábio sorriu. - Mas vamos lá fazer o jantar, ou melhor pensar no que fazer.
-Já tinha pensado em algo para dizer a verdade... Algo simples e rápido. Que achas de panados e arroz?
-Parece-me algo rápido e bastante fácil de se fazer. Mas primeiro tratamos das sobremesas, não te importas?
-Claro que não! Mas diz-me como fazemos os dois as sobremesas, aqui e manter a surpresa?
-Fácil, eu faço em tua casa e tu ficas aqui.
-Tenho mesmo de me separar de ti? Quero ficar aqui contigo nos meus braços...
-Fazemos assim...
-Fecho os olhos e vais embora para não ser tão difícil ver-te partir?
-Pensei nisso, mas não o ia dizer, sinceramente. - Riram-se. - Vamos tirar uma fotografia para assim olharmos para ela enquanto estamos a preparar uma surpresa que achas?
-Que não pode ser uma fotografia a um beijo, tem de ser algo mais sofisticado?
-Algo menos popular e mais bonito, queres tu dizer?
-Sim, isso mesmo!
-Então chega aqui que tenho uma ideia! - Sentou no sofá e ele sentou-se ao seu lado, cruzaram as mãos e ela captou o momento- Sou fotogénica, adoro tirar fotografias, gosto de captar tudo para depois me lembrar, e esta noite promete!


Everybody needs an anchor
A little something that makes you stay
An incentive
Someone to fight for

(…)

That I don’t care if the rest don’t
It doesn’t matter to me, no
As long as you love me
As long as we still have each other #IloveYou ”

Rita pedi a Fábio para fechar os olhos e fugiu para casa dele, pouco depois de publicar a fotografia que haviam tirado há pouco e como descrição uma música de Shakira... Que tão bem descrevia a relação deles.

Como queriam aproveitar todos os momentos juntos acabaram por preparar uma sobremesa simples, mas elegante e bonita. Ela optou por fazer uns brownies de chocolate em forma de coração e Fábio optou por fazer panquecas em forma de coração e mais tarde iriam pôr como ingrediente para o completar chocolate... Até porque julgara que a sobremesa de Rita não envolveria chocolate.

 









































Mal Rita terminou a sobremesa decidiu ir até sua casa, mesmo sem ter a certeza se o seu namorado havia terminado a sobremesa mas não aguentou simplesmente esperar mais e acabou por ter sorte... Ele já a tinha acabado e escondido a sobremesa no fogão, exatamente como ela havia feito.
-Já pudemos começar o jantar? - Disse Rita abraçando-o pelas costas, pouco depois do rapaz fechar a porta do fogão.
-Acabei de esconder a nossa sobremesa, por segundos não a viste.
-Quem te disse que não vi? - Fábio virou-se para a sua namorada e agarrou nas mãos dela e colocou-as sobre as suas ancas.
-Então o que é?
-Só te perguntei como tinhas a certeza, não quer dizer que o tenha realmente visto. - Ele fingiu-se chocado e começou a rir-se, Rita fugiu para a sala, mas rapidamente foi apanhada e ele começou a enchê-la de cócegas, mas enquanto o fazia caiu para cima dela no sofá onde estavam, e começaram a beijar-se com carinho. - Nem acredito que vou ter de levar contigo para o resto da minha vida. - Deu-lhe um beijo no nariz.
-E aguentas comigo até o dia em que eu for desta para melhor?
-Terá de ser. - Deu-lhe um beijo rápido nos lábios. - Sabes bem que estou a brincar, não o vou fazer porque tem de ser, mas porque eu quero que assim seja. Quero pedir-te uma coisa.
-Diz-me meu amor.
-Mesmo que algum dia, por alguma razão, tenhamos de acabar, quero que continues a ser o mesmo padrinho que sempre foste para a Diana e continues a ser o mesmo amigo do Pedrito, mesmo que não me queiras falar, eles não têm culpa de nada do que se possa passar e não merecem sofrer por isso.
-Prometo-te meu anjo, apesar de ainda não sermos oficialmente padrinhos, somos já tios e somos padrinhos de coração e o teu tio é meu cunhado e meu amigo, isso não vai mudar.
-Gosto muito de ti. - Deu-lhe um beijo na testa como ele lhe fazia. - Agora vamos preparar o jantar. - Levantou-se do sofá, deu-lhe a mão ajudando-o a erguer-se.
-Também gosto muito de ti, minha pequena.

Fábio começou a preparar o jantar enquanto a sua namorada colocava a mesa para os dois, quando terminou de fazer a refeição, levou-a e juntou-se à sua namorada à mesa.

-Queres sumo ou preferes vinho ou cerveja?
-Tendo em conta que é um jantar romântico, e que não estou habituada às bebidas alcoólicas, vou para a cerveja, senão é o álcool do vinho que fala por mim.
-És uma croma! - Riram-se e ele tirou duas cervejas do frigorífico e colocou-as na mesa. - Preferes que misture com a 7up?
-Secalhar é melhor. - Trocaram um sorriso cúmplice. - Queres ajuda?
-Deixa estar, obrigada. - Misturou as duas bebidas e levou-as para a mesa. -Desculpa mas não sei o que falar, ou fazer num jantar romântico.
-Eu também não quero os típicos jantares românticos, pensa antes que é um jantar simples só os dois, como nunca tivemos oportunidade.
-Quero que tudo corra bem, não te quero desiludir.
-Não o vais fazer, vamos fazer tudo normalmente, sem pressão ou stress pode ser?
-Sim, claro que pode. Como te correu a escola hoje?
-Correu bastante bem, tenho alguns colegas com quem me identifico mais que outros, mas é natural, o que mais me preocupa é ter de decidir o que vou fazer no final deste ano.
-Não sabes o que queres seguir?
-Tenho uma ideia, ou melhor, várias. Gosto bastante de história, mas também adoro crianças, mas estou a tentar decidir se vou para direito ou serviço social.
-Senão fosse jogador de futebol, teria seguido direito sabias?
-Então acho que vou para serviço social para não ter um concorrente tão forte daqui a uns anos, além de que era desleal estar em tribunal contra o meu marido e pai dos meus filhos.
-Ainda faltam alguns anos meu bem, primeiro quero desfrutar da minha carreira futebolística, depois posso ir tirar direito. E além do mais, eu depois vou tirar direito desportivo, tu podes seguir direito mais vocacionado para a defesa e proteção das crianças e assim nunca teríamos de nos encontrar em tribunal.
-Tenho média para tirar os dois cursos em Lisboa, o que acaba por me prejudicar de certa forma. Sinceramente qual achas que me define melhor?
-Por um lado sei que tens uma personalidade forte, que defendias as tuas convicções e não te deixavas ficar sem resposta numa audição no tribunal, mas por outro lado ias deixar-te abater sempre que perdesses um caso e não te sentias bem a defender alguém que sabias que era culpado e irias ficar com remorsos se ele fosse considerado inocente, mas, também sei que serviço social é um curso que se encaixa contigo, com os teus princípios e valores, que te faria feliz. Irias dar o teu melhor, e irias sentir-te bem contigo mesma por melhores a vida de outra pessoa, mas também me preocupa porque era uma profissão que te colocaria numa posição arriscada, e se algum dia, por alguma razão, não conseguisses ajudar alguém, irias ficar super infeliz e culpada. E claro também existe a questão da empregabilidade, mas isso é o pormenor final, desde que fizesses o que gostas. Mas tu queres ficar a estudar por Lisboa, ou Setúbal, ou preferes sair daqui?
-Tenho de pensar bem no que vou fazer, mas agradeço-te pelas palavras, foram muito importantes, e sinceramente, se me tivesses perguntado o ano passado tinha-te dito que preferia ir estudar para Coimbra, mas agora prefiro ficar por aqui, quero arranjar um emprego e conciliar com a faculdade, além de que aqui tenho tudo o que preciso, quer vá estudar para Setúbal ou Lisboa. Então e tu? Como te correu hoje o treino e a tarde com os rapazes?
-O treino correu bastante bem, eles até gozam comigo porque ando sempre bem-disposto, estou em boa forma, sinto que cada treino e cada jogo melhoro mais, e eles picam-me a dizer que a culpa é tua e daqui a uns meses ainda apareço por lá com um puto nosso, acreditas? Quanto à tarde correu bem, almoçamos, tivemos pouco tempo juntos, depois tive de ir às compras depois e vir ter com a tua irmã cá.
-Trouxeste gomas? - Perguntou com os olhos a brilhar e a sorrir.
-Por acaso até trouxe, mas não vais comê-las antes de acabares o que tens no prato.
-Estou-me a sentir a tua filha!
-Não és a minha filha, mas és a minha pequena!
-Está bem meu amor, queres saber uma coisa?
-O quê?
-Amo-te. - Fábio corou envergonhado mas feliz com a confiança e com o amor que ela lhe dava, nunca pensou vir a gostar de uma pessoa como ela e que lhe desse tanto como ela dera em tão pouco tempo.
-Também te amo.

Como a fome era bastante, acabaram por acabar rápido o que tinham no prato e Rita até teve que esperar porque ele repetira... Como quase sempre acontecia. Ela foi buscar a sobremesa a sua casa e ele bastou retirá-la do fogão e colocá-la na mesa, deixou o chocolate no micro-ondas a derreter. Acabaram por derreter-se com a sobremesa surpresa que haviam feito um para o outro e decidiram deixar as gomas para o filme.

-Tens algum filme gravado ou em DVD, ou temos que ir alugar algum?
-Sabes que hoje em dia consegues facilmente ver um filme na Internet sem custos, não sabes?
-Estava a tentar tornar o momento mais bonito e romântico, sabias?
-Desculpa. - Disse cabisbaixo. -E tens alguma sugestão para o que queres ver ou está à minha escolha?
-Não te importas de ver ali na televisão, se tenho alguma coisa gravada?

-Claro que não. - Rita deixou a cozinha e foi até à sala onde reparou no comando que estava sobre a mesa pequena e não conseguiu simplesmente não rir, o suficiente para Fábio chegar à sala para ver o que se passava. - Podes-me explicar o porquê deste comando?

 
-O comando estava normal até hoje à hora de almoço, mas o Cancelo achou que além destes botões os outros não tinha utilidade nenhuma, então o Teixeira foi buscar a cola, que não podia ser simples teve de ser de outra cor para realçar e fizeram este serviço quando dei por isto estava feito.
-Lembra-me que não tens amigos normais.
-Não tenho, desisti dessa ideia há algum tempo.
-Ao menos tens amigos...
-Sim, mas tu também os tens.
-Tenho-te a ti e ao Pedro.
-Tu cortaste relações com todo o pessoal de Lisboa que era teu amigo?
-Sim. No início custava-me falar sobre isso, por isso evitava fazê-lo, tanto contigo, como com o Pedro, mas agora sinto que é a altura certa... Quando acabei com o Tiago, houve pessoas que optaram por ficar do lado dele e afastarem-se de mim, outras que ficaram do meu lado e ainda outras que decidiram não tomar lados, e quando me mudei para aqui prometi a mim mesma que iria recomeçar de novo, por isso decidi afastar-me de tudo o que significa o meu passado para me concentrar no meu presente e futuro.
-E não tens saudades ou não sentes vontade de falar com nenhum outro amigo dessa altura?
-Claro que sinto, mas estou feliz assim e quero cumprir a promessa que fiz a mim mesma.
-Respeito a tua decisão, apesar de não concordar a 100%, estou do teu lado.
-Tens alguma sugestão para o filme? - Fugiu ao tema da conversa. - Disseram-me que o Amizade Colorida era engraçado.
-Quem te sugeriu um filme assim?
-É uma comédia romântica, não é um romance puro que me mandavas ver a mim sozinha. E por acaso foi o Pedro que disse que viu à pouco tempo com a Marta e que gostaram.
-Vou ver se conseguimos ver esse filme no Wareztuga.

Puxou o computador e procurou durante alguns minutos até carregar o filme, ligou o cabo do computador à televisão e deitaram-se lado a lado no sofá, a comer gomas. Após alguns minutos a verem o filme, Rita decidiu virar-se de costas para a televisão e de frente para o seu namorado, pousou a mão sobre o seu peito e deixou-se deslumbrar pelas suas surpreendentes e bonitas feições e como o rapaz estava tão distraído com o filme que acabou por não reparar no que fazia Rita.

-Que estás a fazer, amor?
-Estou a admirar-te.
-A admirar-me? - Fábio estava surpreendido e não conseguiu conter o sorriso e depositou-lhe um sorriso na testa.
-Sim, só me pergunto como consegui arranjar uma pessoa tão boa como tu.
-Eu é que tive sorte em ter-te ao meu lado. - Depositou-lhe um beijo forte e intenso nos lábios. Mas ela afastou os seus lábios dos dele e olhou-o intensamente, pousou dois dedos sobre os seus lábios e sussurrou-lhe:
-Eu quero fazer isto e quero-o fazer a teu lado.
-Tens a certeza?
-Fábio, nunca tive tanto a certeza na minha vida.

Fábio estava nervoso, seria a primeira vez que “roubava a virgindade” a uma mulher e a primeira vez que o fazia com quem realmente amava, mas apesar disso, os olhos dele brilharem e um sorriso contrastante inundou o seu rosto ao ouvir aquelas palavras, era felicidade no seu estado mais puro. Seria uma entrega por completo. E o coração de Rita disparou quando ele se aproximou dela e lhe deu um beijo curto e o seu toque era único. Tão macio, tão suave, tão querido, tão... Tão seu.

O rapaz fechou os olhos e ela seguiu-lhe o exemplo, as suas mãos continuavam postas no rosto dela, e em gesto de resposta e dando-lhe uma espécie de sinal de permissão para continuar, pousou as pequenas mãos, sob a t-shirt dele. A sua mão direita, que estava pousada sobre o lado esquerdo do peito dele, sentia o seu coração descompassado que batia em perfeita harmonia com o dela. E sentiu, depois, os lábios quentes dele a tocarem levemente nos dela, um beijo curto mas bom. E ele voltou a aproximar-se do seu rosto, voltou a sentir a respiração dele nos lábios entreabertos, e, segundos depois sentiu os seus lábios tocar muito levemente nos seus. Rita tentou afastar-se mas ele desceu uma das mãos do meu rosto para a cintura, puxou-a fortemente contra o seu corpo, e beijou-a. Aquele beijo demonstrava desejo... Não era apenas o desejo carnal, mas era o desejo de viverem algo único, juntos. E empurrou-a ligeiramente e com todo o cuidado para não a aleijar contra a parede.

Rita sentiu um arrepio correr-lhe o corpo quando ele percorreu o seu pescoço com a língua e dava-lhe uma sensação arrepiante e fantástica. E ele colocou os seus lábios bem perto da orelha dela e começou a puxar o pedaço de pele para o interior da sua boca, iria deixar uma marca, e ela sabia que mais tarde teria de escondê-la mas nem pensava nisso, queria apenas sentir aquele “chupão” que o rapaz lhe deixava, e enquanto o fazia, com todos os sentidos do corpo apurados, acabou por saltar para o colo do rapaz que a segurou mas nem assim parou. Depois de o fazer, Rita abriu os olhos e olhou para a face do rapaz e era incrível como parecia todos os dias cada vez mais bonito e ele pressentiu o olhar deslumbrado dela e sorriu, o que a deixou ainda mais corada, era incrível como ele a fazia sentir, ela amava tudo o que ele tinha e deixava-se deslumbrar por ele, o cheiro natural dele atrai-a de uma forma que ela nunca pensou e decidiu “vingar-se” da forma como ele a fazia corar, todos os dias, e depois de um pequeno beijo, apenas um ligeiro toque de lábios, decidiu morder-lhe o lábio, e nem precisou de falar, o seu corpo falou por si, tremendo que nem um menino pequeno, dos pés à cabeça, e ela não conseguiu conter o sorriso, que por sorte, ele não viu, finalmente conseguia “vingar-se”, de seguida, decidiu continuar, percorrendo o pescoço dele por beijos. Beijou-lhe a boca, mais uma vez e mordeu-lhe o lábio inferior muito carinhosamente, quando ia a fugir da boca dele, sentiu os lábios dele puxarem os seus e a língua dele percorrer-lhe o lábio inferior de uma ponta à outra. Se as bocas não tivessem unidas ter-se-ia aberto um sorriso do tamanho do mundo. As bocas separaram-se selando o beijo com vários toques de lábios seguidos. E Rita sentia-se preparada para o que iria viver, sabia que o fazia com um homem que amava e que era o homem ideal, mas também tinha medo de o desapontar, ele era experiente, e ela não.

Namorávamos à tão pouco tempo mas era tão claro como água que o amava com toda a força e intensidade, estava preparada mas iria desiludi-lo, tal como o fiz quando lhe disse que já me tinha rebentado o hímen... Ele não precisou de dizê-lo, eu viu no olhar.
Olhou para baixo, envergonhada e acabou por ficar ainda mais, ao ver que ele estava excitado e o rapaz não demorou a perceber, a sua linguagem corporal tinha-o ajudado a descobrir e tentou disfarçar, forçando-a a olhar nos seus olhos, e aí Rita viu uma oportunidade para lhe dar um pequeno sinal que também estava pronta e baixou a mão até ao seu cinto, o rapaz sentiu o seu toque mas decidiu olhar para baixo, para confirmar, e sorriu-lhe e ela sentiu-se parva, mas não deixou a sua mão sair de onde estava, mas acabou por gelar com o que havia feito... Sentia-se estúpida, e para esconder a vergonha e tudo o que sentia só ocorreu beijá-lo, e a mão dele desceu até ao fundo das costas, passando suavemente pelas costas de forma leve, e quando terminou pousou as mãos e parou de a beijar e não queria que ele parasse, Rita subiu a mão percorreu os abdominais dele sobre a t-shirt e acariciou-lhe os músculos tonificados e que tanto a faziam suspirar. E Rita dando-lhe permissão para continuar, e não querendo ficar apenas pelos beijos e decidiu baixar a mão e pousá-la sobre o cinto, e Fábio voltou a sorrir, e olhou para a sua companheira para confirmar que o toque era seu e a rapariga corou. Não sabia como lidar com o que se ia passar, e não queria parecer ridícula, então beijou-o, e baixou as mãos até ao final da sua t-shirt, não iria fazer o que já havia feito, mas sim vagarosamente começar a despir a camisola, até que ele teve de erguer os braços para a camisola sair do seu corpo. E Fábio conhecendo tão bem Rita como conseguia, percebeu que estava nervosa e agarrou-a na mão e puxou-a para o seu quarto, pelo caminho conseguiu ainda tirar os sapatos de forma um tanto ou nada, desengonçada, o que fez Fábio sorrir e depois puxá-la com cuidado.

Ele seguiu à frente e Rita seguia atrás, e bastou ele virar-se para ela durante uns curtos segundos, para ela atirar-se para os seus braços e beijá-lo, apanhando-o completamente de surpresa e completamente desarmado, e pela primeira vez naquela noite, sentiu que estavam de igual para igual. De repente pararam de se beijar, ficar a olhar um para o outro, talvez ela esperasse um sinal, e ele acabou por dar-lhe quando despiu a camisola. E o batimento cardíaco de Rita que já se encontrava num ritmo cardíaco mais rápido, disparou ainda mais velozmente, e o corpo estremeceu, a respiração começou a faltar-lhe, sentia-o cada vez mais perto. O tronco despido de Fábio parecia esculpido, e ela não conseguia simplesmente não admirá-lo por inúmeras vezes que o visse, as tatuagens acentavam-lhe demasiado bem, pareciam que também tinha sido Deus a esculpi-las, enquanto o fazia com régua e esquadro, o seu tronco era simplesmente perfeito... E vê-lo naquelas circunstâncias, dava-lhe uma sensação ainda mais suspirante, e ela fez a sua mão descer-lhe pelos abdominais, quando terminou sorriu-lhe e ele devolveu-lhe o sorriso, fazendo-a tremer por completo, dos pés à cabeça. Poucos segundos depois, os lábios dele embater nos dela e acabou por fechar os olhos e deixar-se levar por ele, confiava nele e sabia bem o que fazer, ela teria de deixar-se guiar. Sentia o tronco despido dele contra o seu corpo e as mãos dele percorrem todas as curvas do seu corpo, poderia sentir o tronco nu dele contra o seu corpo e as suas mãos grandes e quentes percorrerem todas as curvas do seu corpo, apesar de não se sentir 100% confiante com o seu corpo, Fábio fazia-a sentir-se, pelo menos, desejada. As mãos dele começaram a percorrer as costas dela e começou desapertar os botões que existiam no vestido de Rita e moveu-o até ao fim, e com um olhar, como que pedido permissão para continuar olhou para ela, que com um simples aceno de cabeça lhe deu permissão para prosseguir e ergueu os braços para ele lhe tirar o vestido e ele assim o fez, como resposta, tirou os seus sapatos e as meias de uma forma que ela nunca vira, com uma agilidade e rapidez, no mínimo impressionante. Como resposta, ela desapertou-lhe o cinto, as suas mãos tremiam de forma incontrolável e ele sorriu e sussurrou-lhe ao ouvido:

-Vai correr tudo bem, confia em mim. - Foi quanto baste para acalmar os nervos dela e suavemente abrir o seu feito e despir-lhe as calças, e voltaram a ficar ambos, em roupa interior, no mesmo pé de igualdade. Ele sentou-se no fundo da cama e ela de frente, olhou para ele e não pode deixar de notar nos olhos dele que a observavam, não tinha vergonha de expor o seu corpo ao namorado, sabia que ele a amava com todas as suas imperfeições, mas não se sentia confortável... E decidiu mudar de atitude, foi até ao corredor, mais precisamente até à pequena mesa onde ele deixava sempre o seu telemóvel e a carteira e abriu-a, os homens andavam sempre prevenidos com preservativo e ele não era exceção, e quando se preparava para voltar para o quarto, sentiu uma mão ardente agarrar-lhe o braço e puxá-la, com firmeza, de forma a ficarem os corpos, quase a descoberto colados e os rostos a milímetros. Fechou a mão e muito nervosa, seguiu-o, embora de mãos dadas até ao quarto dele, e rapidamente ele sentou-se sobre o fundo da cama, e ela aproveitando o momento e não querendo que a intensidade do momento terminasse, curvou-se e beijou-o. Um beijo curto mas sentido, como todos aqueles naquela noite, quando separaram os lábios, depois daquele beijo curto, ela esticou a mão e abriu-a, revelando o que trazia consigo. Riu-se, não um sorriso de gozo, mas um sorriso de “não acredito que te lembraste disto!”, era óbvio, mais que nunca queria estar prevenida. Ele agarrou, e colocou em cima da cama, puxou-a até ao seu encontro e sem saber ao certo porquê e como, mas enquanto o beijava, Rita decidiu, ou melhor, o seu corpo reagiu... E sentou-se ao colo dele, e a partir daí começou a sentir realmente fisicamente o corpo dele a reagir, a sua excitação era sentida no seu corpo. Encostou os lábios atrás da orelha dela e sussurrou-lhe bem baixinho:

-Amo-te mulher da minha vida!

Rita respirou fundo, e sentiu mais uma vez, que o que fazia era correto. Fábio era o seu homem ideal, era o homem certo, e aquele era o momento correto, não havia mais nenhum como aquele, ela beijou-o, desta vez com certeza do que fazia. Fábio ergueu-se e ela pousou as mãos sobre o pescoço dele, como forma de se segurar e também porque não queria deixar de o agarrar, o rapaz agarrava-a na cintura com a mão esquerda e a mão direita desceu até à sua cintura, e foi andando até se colocar ao lado da cama, e devagar e delicadamente foi pousando Rita sobre ela. Parou de a beijar e enquanto aproximava os seus lábios do seu pescoço, deixou a sua bochecha tocar no queixo de Rita e sorriu-lhe, mesmo que ela não o visse, sentia e isso fazia-a amá-lo cada momento mais, cada momento que ele lhe dava era inesquecível. A boca começou a descer até ao seu peito, e beijou-o carinhosamente, e ela tinha de confessar a si mesma que era bom. Nunca o tinham feito e gostava do que sentia, mas o rapaz decidiu descer até à barriga e aí o sentimento tornou-se diferente... Ela detestava a sua barriga e o corpo respondeu isso mesmo, rapidamente Fábio entendeu como um sinal e voltou para os seus lábios, deitou-se sobre a sua amada e apesar de pesado, era um peso que não custava a Rita, era uma peso agradável. Os beijos e carícias foram dominantes nos minutos seguintes, e além do desejo, do amor profundo que sentia por ele, do desejo que sentia por ele, também o carinho começou a ser notório, carinho como ela nutria desde os primeiros tempos que o vira jogar... E desde que o conhecera pessoalmente, desde que ele tocara à sua porta, a oferecer pizza. As mãos dele percorriam cada curva do corpo que ela possuía, cada contorno parecia milagrosamente talhado aos olhos de Fábio e ele queria senti-lo, queria fazer tudo “direito”, queria sentir tal como se fosse a sua primeira vez.

Ele quebrou o beijo e o peso do seu corpo sobre o dela, desapareceu. Ele sentou-se sobre a cama e rapidamente entendeu o que ele queria fazer e ficava envergonhada de pensar no que ele ia fazer, apesar de ser natural e prevenir futuros arrependimentos, mas era estranho pensar, e ainda para mais ver, por isso decidiu atirar as almofadas maiores para o chão, ficando apenas as duas que eram as que usavam para dormir, puxou por completo as colchas para trás, até ao fundo da cama, sempre sob o olhar atento dele. Aproximou-se do seu namorado e de joelhos em cima da cama, puxou-o para si para o beijá-lo, e acabaram ambos por cair em cima da cama. A mão grande e quente dele percorreu o corpo dela, e causava-lhe um arrepio pelo corpo, ele era ousado e sabia bem o que deveria ou não fazer... Passou pela cintura delas, as suas poderosas ancas e terminou nas coxas e cada vez aproximava mais o seu corpo do dela, até que começou também ela a sentir o seu auto-controlo desaparece, era incrível como ela a fazia sentir, física e emocionalmente, e como fisicamente sentia todo o seu corpo sobre o dela. Cada relevo, cada contorno, cada pormenor, cada músculo e ela mais que nunca desejava-o, não apenas pelo desejo, mas porque queria entregar-se como nunca se tinha entregue a nenhum homem. Fábio começou também a sentir que Rita estava mais à vontade e disposta a “soltar-se” e ele respondeu começando a percorrer o decote dela e a sua barriga de beijos e caricias mas quando chegou ao umbigo parou. Trocaram de posições, Rita saltou e ficou sobre ele e começou a percorrer o seu peito trabalhado e os abdominais perfeitamente bem feitos, aos olhos dela, com beijos e algumas pequenas carícias com a sua língua e decidiu arriscar. Nunca o tinha feito, nem sequer tentado mas arriscou. Deixou um “chupão” no peito de Fábio e ele sorriu, orgulhoso do seu amor, do seu mais que tudo. As mãos dela desceram até bem perto da linha dos boxers, e parou, sentiu-se gelar. Fábio entendeu e decidiu pegar nas mãos dela e trazê-las até ao seu peito, talvez fosse o melhor, sem lhe dar tempo de resposta, fê-la virar até à sua posição original, e o corpo dela acalmou, ainda não se sentia confortável o suficiente para “comandar”, talvez fosse melhor deixá-lo continuar e para a tranquilizar ainda mais, decidiu distribuir pequenas beijos e carícias durante breves momentos, mas apesar de emocionalmente se sentir bem, fisicamente o corpo de Rita começava a queixar-se do peso de Fábio, e num impulso, fazendo os corpos rodarem e ligeiramente ficou ela sobre ele, mas quem comandava era ele, não se sentiria sequer confortável que assim não fosse. A mão dele percorreu toda a linha da coluna e a pequena pulseira que ele trazia tocava no corpo dela, que lhe sabia tão bem, até que parou. Parou sobre o fecho do soutien e Rita ficou preocupada... Nunca algum homem à exceção do seu pai e irmão, a tinham visto despida, tinha vergonha de desapontar Fábio, com as imperfeições do seu corpo, sentia vergonha mas também uma vontade de mostrar realmente o que era, com toda a sua delicadeza, mas também com todas as suas imperfeições e pequenos pontos fortes que possuía. Não pode deixar de corar, e ficar um pouco vermelha nas bochechas, o que o fez sorrir. 

- Tenho vergonha… – Confessou. - Eu não sou perfeita ao contrário de ti.
- Serás ainda mais perfeita aos meus olhos. – perguntou ele baixinho com um sorriso carinhoso
- Vais passar a conhecer-me como nunca, não tenho como esconder-te tudo o que sou, mas é duro pensar. Tenho medo de te desapontar. - disse-lhe muito envergonhada
- Aos meus olhos és perfeita, física como emocionalmente e não me irias desapontar, porque até podes ter defeitos aos teus olhos, mas nos meus olhos és e sempre serás perfeita.
- Tenho vergonha na mesma… Sinto que me estou a expor… E eu tenho medo de te desiludir… Não sou perfeita, sabes… - insisti eu procurando perceber o que lhe ia na alma através do olhar.
-Amor, eu também não sou perfeito. Também me vais conhecer fisicamente e sei que me vais amar com todos os pontos fortes e fracos que tenho, como eu te amo a ti. - Disse ele divertido tentando acalmar-me
- Só tu! Desculpa-me! Desculpa…É a minha primeira vez, não sei como fazer as coisas certas, quais as alturas corretas. Eu simplesmente não sei. - Confessou-lhe nervosa mas sincera.
- Então relaxa, confia em mim. Tudo vai correr bem... Ou preferes esperar por outra altura? Namoramos há tão pouco tempo, meu amor. - Disse afastando a mão do seu soutien.
-Eu sei o que quero, e neste momento eu quero isto. I want you, and only you, because you are my heaven. - Pegou na mão dele e colocou-a sobre o seu soutien, Fábio olhou para ela numa última tentativa de lhe perguntar se estava completamente certo, ela sorriu-lhe e roubou-lhe um beijo, que foi quanto baste para ele num momento rápido e flexível, soltar o soutien. Deu-lhe um pequeno beijo na testa e encaminhou a sua boca até ao ombro e percorrê-lo de beijos até à alça do soutien que carinhosamente desviou, primeiro uma, seguido da outra. E com qual rapidez o havia desapertado, tirou-o! Não havia como voltar atrás... Estava despida, completamente descomprometida fisicamente para com o Fábio. Ele aproximou o seu corpo do dela, certamente lembrando-se do que ela lhe havia dito à momentos, e aproximou os seus lábios dos ouvidos dela e gemeu baixinho contra o seu pescoço, e ela colou ainda mais os seus corpos e pode sentir a ereção dele, de forma dura e simples. E o nervosismo voltou a dominar os seus sentimentos, o momento estava cada vez mais próximo e nada o poderia acalmar, sentindo isso, ele afastou ligeiramente o seu corpo do dela e num movimento rápido, voltou a colocar-se em cima dela. Também ele estava completamente despido, mas isso não a deixava nervosa, sabia que o iria amar sempre, como ele a amaria, e sorriu-lhe bem perto do seu queixo. As mãos dele começaram a descer e os seus polegares puxaram ligeiramente a única peça de roupa que restava. O coração de Rita gelou e quase faltou o ar. Mas Fábio parecia sereno e naturalmente respirando. Sorriu mais uma vez e pode num olhar rápido, admirar o corpo da sua amada, não era um olhar perverso, mas um olhar maravilhado.

-És simplesmente perfeita. – Afirmou num sussurro junto aos meus lábios, e com um sorriso doce, e os seus olhos colados nos meus. E Rita não conseguia conter a sua felicidade, e fez questão de o demonstrar, os seus lábios rasgaram um sorriso enorme.

Voltou a beijá-la, agora os nossos corpos nus, estavam colados um no outro. Voltou a fitar-me nos olhos e ela não conseguiu simplesmente não tremer... O momento tinha chegado!
Coloquei a minha mão sobre o peito dele, pedindo-lhe que esperasse, ele percebeu.
Sentia o coração dele bater acelerado, pude finalmente perceber que ele estava nervoso mas fazia um esforço por não o demonstrar. Respirou fundo, duas vezes, nada pensou durante aqueles curtos segundos, retirou a mãos do seu peito e beijou-o. Estava pronta!
Ele posicionou então o seu corpo correntemente sobre o meu, e colocou uma das mãos na minha cara e outra na minha cintura.
Num movimento muito suave, ele uniu-os, mas a dor invadiu o corpo dela. O ar parecia faltar-lhe dos pulmões e o coração simplesmente parou durante alguns segundos, apesar de ser uma dor suportável, não deixava de ser uma dor. Ele voltou a entrar nela, aplicando mais pressão, e não conseguiu conter o gemido de dor e cravar as suas unhas nas costas dele, magoando-o, mas sem intenção. Baixou então o seu ritmo, e enquanto ele continha-se para não gemer de prazer, ela continha-se para não gemer de dor, controlava o máximo as lágrimas que formava.
Respirava fundo e tentava acalmar-se, pensando que iria passar, só poderia passar. Já o tinha lido, mas ao contrário disso, a dor não passava, antes pelo contrário piorava cada vez mais e o desespero começou a apoderar-se. Se aquilo era a primeira vez, tinha ficado muito aquém do que imaginara e lera, iria ser só dor, e nem conseguia unir-se verdadeiramente com Fábio. E isso magoava-a. Fazia-o por ele, por ambos, porque o que amava, porque iria viver uma experiência única e afinal era única mas iria ficar muito longe do que tinha imaginado. Ele continuava a mover-se contra o meu corpo, beijava-me a boca e eu aproveitava esses beijos para suprimir os meus gemidos de dor. Fábio olhava-a nos olhos, ele sabia lê-los e percebeu claramente que me estava a magoar e decidiu abrandar o ritmo, e eu agradecia mentalmente, até que num ato de desespero falou:

-Fábio, para, por favor. - Suplicou.
-Agora?
-Sim, já. - Acabou por fazer o que a namorada lhe pediu. Rita cobriu o seu corpo com um lençol e levantou-se da cama. - Estou cheia de dores, não consigo suportá-las, desculpa.
-Estás bem?
-Não, não estou bem. - Disse levantando-se da cama, cobrindo o corpo com o lençol da cama.-Não consigo aguentar estas dores, são insuportáveis, desculpa.
-Eu sabia que dói-a, mas não sabia que magoava tanto, desculpa, não queria magoar-te.
-A culpa não é tua, eu é que não consigo mesmo aguentá-las. Já li bastante sobre este momento e acredita que estas dores são demasiado irreais.
-E agora o que queres fazer?

Será que estas dores de Rita são normais?
Como ficarão depois disto? Voltaram a tentar depois disto?

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Capítulo 32 “Apareceste na minha vida não para seres mais uma, mas para seres a mulher da minha vida.”



-Esteja descansada que já fomos a uma consulta de planeamento familiar, e quando o fizermos iremos usar o preservativo e para bem da saúde da Rita e para ela não sofrer com as dores da menstruação, também vai tomar a pílula.
-Sendo assim, quero acreditar que não serei avó pelo menos, até a Rita acabar a faculdade.
-Os acidentes acontecem, mas iremos fazer tudo para não acontecer, pode estar descansada.
-Que não seja como a promessa que fizeste ao meu marido! - Rita sorriu, ainda há momentos havia falado disso com o seu namorado.
-Já alguém lhe disse que a sua filha é muito parecida consigo?
-A Rita tem características muito minhas e outras que são completamente do pai,
pudemos dizer que foi um trabalho bem feito.
-Não haja dúvida! - Suspirou.
-Mas falando de assuntos mais sérios, vocês estão juntos há pouco tempo mas gostam muito um do outro, isso é notório, não tens sequer de ter ciúmes do Pedro, Fábio! - Fez-lhe uma festa no cabelo. - E quero apenas pedir-te para teres cuidado e fazeres de tudo para tornares a vossa primeira vez especial, é algo único, não quero que a Rita se arrependa, ou que fique desiludida.
-Farei tudo para tornar o momento deveras especial, acredite em mim.
-Vou acreditar e confiar em ti, Fábio. - Rita não pronunciava uma única palavra, porque não sabia o que dizer, não sabia se devia pedir para pararem a conversa, ou simplesmente ouvir e tentar desfrutar do momento de carinho entre o namorado e a sua mãe. - A vossa sorte é que hoje, o Luís saiu mais cedo, mas não quero que fiquem a molengar, por isso Fábio vai arranjar-te para tua casa, e Rita tu fazes o mesmo. Queres ir comigo ou preferes ficar mais um pouco com o Fábio, isto claro se ele não se importar de te dar boleia.
-Claro que não me importo!
-Vou com o Fábio então.
-Já vou preparar alguma coisa para o teu pequeno-almoço Fábio, o teu já está, vou só chamar o teu irmão para se vir despedir de vocês e vamos embora, mas tu, meu menino, vais para tua casa para dentro da tua banheira!
Fábio abraçou a namorada e deu-lhe um beijo na testa, assim que a sua sogra saiu do quarto.
-Vou morrer de saudades tuas, sabias?
-Fazia uma pequena ideia! - Deu-lhe um beijo na bochecha. - Não vás já embora. Por favor.
-Não posso, já estou a ouvir os passos do teu irmão a correr para aqui, aquele miúdo adora-me sabias?
-Até parece que também não o adoras! - Respondeu e mal acabou de o dizer, Pedrito entrou no quarto e foi em direção à cama.
-Então puto como estás? - Dito isto despenteou-se e Pedro olhou para ele muito sério.
-Puto? Já ando na escola primária, Fábio!! - Reclamou colocando novamente o seu cabelo direito. - Quando me venceres na Play Station logo falamos! E porque é que dormes sempre na cama com a mana? É por tua causa que ela não me pediu mais para vir ter com ela aqui! - Ficou de “trombinhas” e o cunhado deu-lhe uma festinha no braço.
-Estás a ser injusto, Pedro Rafael! - Reclamou a irmã. - Tu sabes perfeitamente que adoro dormir contigo e podes perfeitamente vir ter comigo aqui, a cama dá para os 3! E o que tem o Fábio chamar-te puto? O Pedro também te chama e tu adoras-o desde sempre! Tu estás com ciúmes e estás a ser tremendamente injusto!
-Pedrito, eu compreendo que queiras a mana para ti, mas acredita que nunca ta quis tirar, ela é tua irmã mas também é minha namorada e prometo que a partir de agora irei passar menos tempo com ela para estares tu pode ser? - Dito isto, o pequeno saiu do quarto sem dizer nada mais e a irmã ficou furiosa.
-Desculpa Fábio. Não estava à espera de nada disto do meu irmão, ele não é assim.
-Rita, não fiques aqui, vai atrás e tenta falar com ele. - Ela assim obedeceu e foi até ao quarto do irmão onde o encontrou. - Pedrinho, foste extremamente injusto com o Fábio. É verdade que temos estado algum tempo juntos, mas nós estamos a conhecer-nos melhor e começamos a namorar há pouco, queremos aproveitar ao máximo. O Fábio vai estar fora muito tempo com a equipa, tu sabes disso. E sabes melhor que ninguém que o Tiago me magoou mesmo muito, e sabes quem me está a ajudar a ultrapassar tudo? A pessoa com quem foste tremendamente injusto!
-E se o Fábio te magoar como o Tiago o fez? E se deixar de gostar de ti?
-Se o Fábio deixar de gostar de mim vai dizer-me e vamos arranjar uma forma de dar a volta à situação, mas também pode acontecer eu deixar de gostar dele. Nós gostamos um do outro, vamos saber dar a volta aos problemas, ele não tem nada haver com o Tiago!
-Eu gosto muito do Fábio, mas acho que o Pedro gosta mais de ti e já o conheço há mais tempo.
-Mas ninguém manda no coração meu bem, eu não escolhi gostar do Fábio, aconteceu.
-Tu és forte, mas tenho medo que ele te magoe, outra vez.
-Eu também tenho medo que ele me magoe, mas sabes uma coisa? Eu tenho de confiar nele, tenho de confiar no Fábio, porque nem toda a gente é como o outro rapaz.
-Está bem mana, eu vou dar uma oportunidade ao Fábio, mas se ele te magoar eu chateio-me contigo e com ele!
-Está prometido meu bem! - Deu-lhe um beijo. - E agora vai lá pedir desculpa ao Fábio enquanto eu vou falar com a mãe.
-Está bem. - Dito isto virou-se e viu a mãe.
-Vais ser uma mãe excelente, não tenho dúvidas disso! Tenho muito orgulho em ti, sabias? - Deu-lhe um beijo na face. - O medo do Pedrinho é compreensível, não é por não gostar do Fábio, sabes bem que não é isso, e por gostar demasiado do Pedro, ou melhor, do Rebocho.
-Eu compreendo que ele já o conhece há mais tempo, mas eu não escolhi gostar do Fábio, nem ele de mim, simplesmente aconteceu e claro que tenho medo de me magoar, que ele nunca tenha mudado e que seja apenas mais uma, mas cada vez acredito mais que ele me ama, sabes? Pelos gestos, pelas palavras e pelas atitudes e tenho aprendido a confiar, a abrir o meu coração para ele e não me tenho arrependido.
-E tens razão para confiar, as mães são sempre perspicazes e eu sei dizer-te pelo olhar dele que ele te ama e tu estás a aprender a amá-lo.
-Já o amo. - A mãe deu-lhe um beijo na cabeça.
-Desculpa meu bem, mas tenho mesmo que ir embora para não chegar atrasada ao trabalho.
-Beijinhos. - Recompôs-se e só depois é que foi para o seu quarto e cumprimentou Fábio. - Estás à espera de quê para ires tomar banho a tua casa?
-Estou à espera que me digas como correu a conversa com o teu irmão.
-O meu irmão tem medo que me magoes. - Confessou não contando a verdade completa com medo de o magoar e assim também protegendo-o. - Mas tem medo que por alguma razão deixasses de gostar de ti.
-Isso não acontecerá.
-Como podes estar tão seguro? - Aproximou-se dela e colocou as mãos sobre o fundo das suas costas, mantendo o mínimo de distância entre eles.
-Porque és e serás o único amor que terei na minha vida. - Deu-lhe um beijo no nariz. - Quando olho para ti vejo esperança, quando me tocas eu imagino-me já velhinhos com a pele enrugada e aos beijos, mas também me imagino a correr atrás do nossos inúmeros netos, quando tu me beijas, eu sinto-me nas nuvens, tu apareceste na minha vida para me ensinares a ser feliz, a amar e a ser amado, que sou apenas uma pessoa no mundo enorme, mas sou um infinito entre limites que me tenham traçado e porque eu sei Rita, que tu apareceste na minha vida não para seres mais uma mulher, mas para seres a mulher da minha vida.
-Tu és o único infinito na minha vida. - Beijou-o. - Mas espero que não gastes infinitos litros de água na tua banheira, por isso despacha-te que já tenho saudades tuas e ainda não me despedi!
-Fecha os olhos e vai ser menos duro veres-me partir! - Deu-lhe um beijo no nariz e ela obedeceu , Fábio foi até sua casa para tomar banho.
-Realmente foi menos duro não o ver, para ele partir. - Sorriu. Parecia incrível mas já sentia saudades dele, de lhe tocar, de lhe dizer o quanto gostava dele, mas quanto mais depressa tomasse banho, mais depressa iria estar com ele e foi com esse pensamento que tomou banho.

(Passado Alguns Dias)
Rita acordou nos braços de Fábio com o som do telemóvel a tocar, tinha prometido à mãe que não iria chegar atrasada, nem faltar às primeiras aulas da manhã, e para evitar que isso acontecesse, tinha-lhe ligado e fazia-a despertar e levantar-se logo da cama. Pegou no telemóvel e atendeu a chamada, apesar de não saber quem era o remetente, confiou no seu pressentimento.
-Estava acordada mãe!
-Minha pequena! - Disse Pedro logo bem-disposto. - Podes-me chamar tudo, agora mãe e algo que nunca tinha ouvido, confesso.
-Muito gostas tu de gozar com o meu tamanho, mas deixa que tu jogas à bola e eu não.
-Aqui o teu defesa esquerdo não precisa de ser muito maior para a posição que ocupa em campo!
-Pois não, mas qualquer dia o Pedrinho passa-te.
-Até lá cresço! - Respondeu sorrindo. - Como estás?
-Ainda a tentar abrir os olhos, afinal acabei de acordar, e tu?
-Estou ótimo! Liguei-te para combinarmos algo para falarmos
-Não quero ser desmancha-prazeres mas já estamos a falar.
-Explica-me como acordas tão bem disposta, não consigo compreender! - Rita sorriu, desde que acordara que andava bem-disposta. -Quero que conheças alguém importante para mim hoje ao almoço, aliás quero apresentar-te a ti e ao Fábio.
-Queres que conheça a tua princesa. Sinto-me elogiada.
-És minha amiga, senão fosses tu provavelmente nunca a teria conhecido.
-Não digas disparates, ela iria acabar por aparecer na tua vida, da mesma forma como apareceu o Fábio na minha.
-Por falar nisso, vocês já namoram?
-Ainda não é oficial, mas sim namoramos. E tu e a rapariga?
-Já esteve mais longe, por enquanto queremos conhecer-nos melhor.
-Fazem muito bem, eu não sou o exemplo para ninguém que a minha relação com o Fábio foi tudo muito rápido.
-Tu tiveste lá culpa, o amor acontece quando tem de acontecer e ao ritmo que quer.
-Isso é verdade! - Sorriram. -Então está combinado?
-Em princípio podes contar connosco!
-Maravilhoso... Posso só pedir-te que não contes à Marta o que se passou entre nós?
-Acredita que também não é tema de conversa que agrade ao Fábio, portanto parece-me uma excelente ideia.
-Tu e ela saiem à mesma hora da escola, vou com o Fábio buscar-vos e logo decidimos onde almoçamos pode ser?
-A Marta é da minha escola? Eu depois falo com o Fábio e digo-te tudo melhor.
-Sim é, mas agora tenho de me despachar.
-Depois deves-me uma justificação, beijinhos.
-Beijinhos. - Disto isto ambos desligaram a chamada.

-Não acredito que este rapaz não acordou nem com a chamada, nem comigo a falar! - Pensou em voz alta. -Amor? - Destapou-o e pode vê-lo novamente em boxers e camisola de manga a cava. - Isto nem é bom de se ver logo pela manhã! - O rapaz sorriu. - Não acredito que já estavas acordado e não me disseste nada.
-A tua reação a ver-me assim é impagável!
-As vezes não sei se gostas de mim, ou se gostas de gozar comigo!
-Amo ambas! - Fábio sorriu-lhe e roubou-lhe um beijo curto.
-Um dia quando tivermos filhos, aposto que também vais gozar com eles.
-Serão perfeitos como eu, porque iria gozar com eles?
-Obrigado pela parte que me toca! - Deu-lhe uma palmada no braço. - Pelos vistos só os primeiros dias é que era perfeita, agora já só és tu! - Cruzou os braços, fingindo ficar chateada.
-Ainda há pouco te fiz a melhor declaração de amor que já ouviste na tua vida, e agora tratas-me assim?
-Quantas vezes, já me ofereceste um pacote de gomas, Fábio Rafael?
-Não sei, mas também adoro-as, é difícil resistir.
-Gostas mais de gomas que de mim!!
-Tu és a minha goma maior. - Rita riu-se.
-Não imaginas o quão foleiro isso soou! - Fábio cruzou as pernas e Rita sentou-se sobre elas, encostando as costas ao peito dele. - Mas como sou extremamente romântica e boa pessoa, vou perdoar-te isso.
-Assim como eu te vou perdoar teres dito que íamos almoçar sem me perguntares! - Atirou.
-Ias almoçar e passar a tarde comigo, qual é a diferença?
-Vou passar a tarde com um ex teu, achas que é bom?
-Não sejas possessivo nem ciumento, Fábio Rafael! O Pedro não é meu ex, nós curtimos, logo não é ex e ele não tarda nada tem namorada.
-Desculpa. - Pediu abraçando-a. - Sou possessivo mas é apenas porque gosto realmente de ti e vou ter sempre medo de perder, tenho é de aprender a lidar com ele.
-Fábio. - Pousou as mãos sobre as dele. - Não tens razão absolutamente nenhuma para teres medo de me perder ou teres ciúmes, o jogador de futebol aqui és tu!
-E o que é que a minha profissão tem a ver com os ciúmes?
-Tu é que levantas a camisola, e fazes as raparigas suspirar, que tens os olhos sobre ti e as raparigas adoram falar contigo, e tem facilidade.
-O que estás a insinuar?
-A verdade!
-Sabes com quantas raparigas deixei de falar desde que apareceste na minha vida? Quantas já tentaram falar comigo desde que nos conhecemos? E eu abdiquei de tudo isso por tua causa, porque te amo, por isso não, não é verdade.
-É verdade sim, não imaginas a falta de confiança que sinto ao pé de ti! Tu és... - Olhou de alto a baixo. - A noite mais inspirada da vida dos teus pais, um pedaço de Deus, um trabalho muito bem-feito, por isso para mim não tem sentido teres ciúmes do Pedro, quando era eu que os deveria ter, tu és maravilhoso e eu sou apenas mais uma!
-Tu tens noção do disparate que estás a dizer? Tu és boa, muito boa, és lindíssima, inteligente e tens uma personalidade incrível, eu sou giro sim, mas ao teu lado não passo de um jogador de futebol.
-Não queiras comparar a pessoa que tu és com a pessoa que eu sou, sinto-me gozada, por isso vê lá se usas um argumento melhor da próxima.
-Vou tomar banho, a minha casa, e deixar-te a pensar melhor no que estás a dizer, depois venho cá para falarmos. - Ia dar um beijo na testa de Rita mas ela estava chateada e desviou-se. Foi em direção à casa de banho deveras chateada com aquela discussão. A primeira que tinham... Apesar de namorarem há pouco mais de uma semana. Ligou a música e entrou para dentro da banheira onde tomou um banho e tentou despachar-se ao máximo. Vestiu-se e deparou-se com uma mensagem do namorado:

Estou na garagem, vem cá ter.”

Mas ela ignorou por completo, pegou na sua mala e foi a pé até à escola, após dez minutos de caminhada, decidiu ligar ao seu amigo Pedro, ignorando por completo as mensagens e chamadas do seu namorado e bastaram apenas três toques para Pedro atender:
-Sim?
-Olá Pedrinho!
-Que se passou, Maria Rita?
-Conheces-me demasiado bem.
-Já te conheço há demasiado tempo para começar a entender todos os teus pequenos sinais.
-Escuso de te mentir porque tu ias acabar por descobrir. Chateei-me com o Fábio.
-Queres falar?
-Eu não consigo controlar os ciúmes, ele também não, mas ele acha que eu não tenho razões para isso e eu acho o mesmo.
-E porque achas que ele não tem razões para ter ciúmes?
-Ele é lindo, é uma pessoa incrível, com uma enorme mentalidade e um coração gigante, e é jogador de futebol, todos os jogos ganha uma admiradora nova. Eu sou apenas uma rapariga, percebes? Não sei o que fazer ao pé dos rapazes, não sou capa de revista, tenho quilos a mais e não uso calções, nem quero andar a ser exibida como mulher troféu, não sou aquele tipo de mulher que preenchem os jogadores, entendes?
-Não existe um estereótipo de mulher de jogador Rita. Óbvio que existem muitos que são casados ou namoram apenas para exibir as mulheres ao mundo, ou porque o clube assim o exige, mas ele não é assim, e tu sabes disso. Sabes que ele gosta realmente de ti, só não tens confiança em ti, tens medo de perdê-lo.
-É verdade, tenho imenso medo de perdê-lo, entreguei-lhe o meu coração e confiei nele, mesmo quando pensava que não conseguia confiar em algum rapaz e ele provou ser impecável, por isso tenho medo que me troque por uma qualquer.
-Ele até pode ter várias raparigas atrás dele, mas para o Fábio só existes tu, acredita em mim. Quando gostei de ti todo aquele tempo, tive várias raparigas a virem ter comigo, e algumas bem bonitas por sua vez, mas para mim tu eras a melhor das melhores e não havia nenhuma
que chegasse aos teus calcanhares, por muito que elas tentassem, por isso confia em ti e nele. As verdadeiras fãs, ele irá reconhecer e tu também irás saber bem quem elas são, porque irão marcar diferença das restantes, e aí também podes tu aproximar-te delas e percebes as boas intenções ou não.
-E se ele não gostar realmente de mim?
-Achas que se ele não gostasse realmente de ti, não teria mudado por amor e achas que namorava contigo?
-Talvez tenhas razão, mas não lhe vou dizer nada.
-Vocês são tão orgulhosos! Ao menos responde-lhe às mensagens.
-Importaste de parar de me conhecer tão bem se faz favor?
-Claro que me importo. - Sorriram. - Isto até que é engraçado, confessa!
-Confesso!
-Podes contar com a minha companhia para o almoço de hoje, mesmo que seja para fazer de vela, quanto ao Fábio não esperes que fale com ele, afinal não fui eu que sai de minha casa.
-A tua teimosia nunca vai mudar pois não?
-Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita.
-Chata! Sais a que horas, mesmo?
-Não me queres pôr mais defeitos, Pedro Miguel? Saiu às 13:30, porquê?
-Deixa estar, estou bem com isto, hoje ainda tenciono almoçar com duas pessoas muito especiais para mim, de preferência vivo. Tenho de ir buscar a Marta à escola, assim ia buscar as duas, e como saiem à mesma hora, melhor.
-Não me tinhas dito que ela é da minha escola.
-Quem sabe senão a conheces...
-Não acredito, mas quem sabe. Não te importas mesmo de me ir buscar? Como me chateei com o Fábio sai de casa de cabeça quente e esqueci-me completamente do almoço e nem trouxe nem passe, nem moto, nem nada, e vim a pé para descontrair até à escola.
-Estás onde Maria Rita?
-Estou a cinco minutos da escola, porquê?
-Não deverias estar a esforçar o pé, sabes perfeitamente que não o deves fazer, ainda há pouco deixaste as muletas.
-Deixei as muletas há quase 3 semanas e posso fazer a minha vida normalmente, e achas que com a fúria me lembrei disso?
-Vocês são mesmo feitos um para o outro não haja dúvida! - Rita corou. Ninguém lhe havia dito e era realmente bom saber que um amigo de ambos o achava.
-Obrigada, se ele não fosse tão teimoso, hoje estaria a dar-lhe um beijo, dentro do carro dele, e não a pé, a caminhar de mãos dadas com o vento!
-Eu vou buscar-te, diz-me apenas onde estás.
-À porta da escola, lamento mas já não consegues dar-me boleia.
-Então vai lá para as aulinhas que já vais chegar em cima da hora, depois falamos.
-Estás a tentar despachar-me, Pedro Miguel?
-Sim, estou, porque tens de ir para as aulas e tens de socializar com os teus colegas, não comigo.
-Está bem, estou a ir! Então vá beijinhos.
-Beijinhos pequena!
-Beijinhos pequeno, até logo! - Dito isto desligaram a chamada e Rita foi em direção à sala de aulas, mas não sem antes reparar nas 5 mensagens não lidas de Fábio, onde acabou apenas por responder:

Odeio ficar chateada contigo, chateio-me comigo mesma a pensar que poderia ter dado o braço a torcer, sou teimosa, mas tu também o és, temos de arranjar um ponto de equilíbrio entre os ciúmes com lógica e a nossa imaginação! Logo à tarde não vou estar em casa, podes passar lá por casa depois do jantar? Beijinhos, amo-te <3”

A resposta não tardou... Como sempre:

Tenho medo de perder-te para o Tiago ou para qualquer outro rapaz, só contigo é que aprendi o que é amar e tenho de lidar com este medo de te perder. Não quero meter o pé na poça, mas acabo sempre por fazê-lo. Vou passar a tarde com o Teixeira e com o Cancelo, não te importas? Se quiseres passo meu bem, só quero matar saudades tuas! Beijinhos, amo-te <3”

-Menina Rita, para onde está a olhar e para quem é esse sorriso?
-Para lado nenhum, “stora”, desculpe. - Lançou mais um sorriso envergonhado para com os colegas de turma que já a olhavam e pousou o telemóvel sobre a sua mala, mas não sem antes sorrir antes.

As aulas decorreram normalmente e com atenção redobrada da parte de Rita que não podia perder mais matéria e tinha de tentar entender a matéria das aulas que tinha faltado, pediu a uma colega os apontamentos das aulas em que tinha faltado e acabou por explicar a verdadeira razão pela qual tinha faltado aquelas aulas, quanto aos restantes colegas preferiu omitir a verdade, optando apenas por dizer que não pudera, tinha surgido um problema familiar e ao fim ao cabo não deixava de ser verdade. Quando as aulas terminaram, despediu-se dos colegas e foi até à porta da escola, onde encontrou Pedro que beijava Marta. Acabou por tossir, apanhando-os envergonhados e sorriu.
-Finjam que não se passou nada que eu finjo que não vi! Aliás continuem ai no marmelanço que eu tenho de ligar ao meu namorado. - Afastou-se de ambos e pegou no telemóvel e começou a ligar para Fábio, bastaram apenas três toques para ele atender. - Desculpa ligar-te quando estás com os teus amigos mas queria mesmo ouvir a tua voz.
-Princesa, acredita que eu queria mesmo ligar-te mas não queria chatear-te durante o teu almoço queria respeitar o teu espaço.
-Afastei-me do casalinho para falar contigo, e tu podes sempre mandar-me mensagem ou ligar-me, esteja com amigos ou não.
-E tu também o podes fazer, sabes que estou sempre disponível para ti. Amor, posso dizer-te uma coisa?
-Sim, diz-me.
-Amo-te.
-Também te amo, meu Fábio Rafael.
-Amo-te muito minha Maria Rita.
-Se me amasses não chamavas esses nomes!
-Mas é o teu nome, meu bem!
-Fábio Rafael também é o teu nome e eu não te chamo assim.
-Por acaso até chamas, Rita!
-Mas isso é porque te amo.
-Eu também te amo, minha pequena em tamanho e grande em coração.
-Meu gigante de coração e de tamanho! - Sorriram. - Hoje vou levar com tanto mel que nem vai ser bom.
-Logo tratamos nós de fazer o nosso mel também...
-Queres ir jantar lá a casa?
-Não quero que os teus pais pensem que estou a abusar e não quero que o teu irmão se zangue comigo outra vez.
-Fábio, os meus pais adoram-te, e além do mais tu já és um Madeira, lembraste? E o meu irmão só teve ciúmes naquele dia, depois passa-lhe.
-Nós já nos metemos em tantas situações e saímos sempre de forma tão fantástica, fazemos um bom casal.
-Tu completas-me. Temos algumas parecenças a nível de ser e forma de pensar, mas temos alguns aspetos em que somos completamente diferentes, temos de arranjar um meio termo e eu sei que o vamos fazer. O meu irmão pediu-nos um filho, nunca imaginei que fosse tão embaraçoso mas realmente foi e nós respondemos bem! E eu tive de falar com a tua mãe sobre o que sentia, fiquei a sós com ela, em tua casa! E tive ainda de contar ao meu irmão, que o pequeno... - Hesitou, demonstrava-se forte em frente de todos, mas na realidade sabia bem que não conseguia superar da forma como pensava.
-Queres cancelar tudo e estarmos juntos?
-As coisas não são assim, Fábio. Temos compromissos e temos de cumpri-los.
-Não quero que andes desanimada Rita, custa-me pensar que não estás bem e eu posso ajudar-te e não o estou a fazer.
-Tu tens os teus amigos, eu tenho os meus, vou-me divertir esta tarde e tu também!
-Então é agora o momento em que temos de nos despedir não é?
-Tem de ser... Amo-te, desde aqui até à lua!
-Amo-te, desde a lua até aqui!
-Beijos. - Disseram em simultâneo e desligaram a chamada. Olhou para trás e pode ver Pedro atrás de si, sorrindo. - Estavas aí há muito tempo?
-Ao suficiente para ouvir o vosso mel. - Rita olhou para o lado e pode ver Marta de mãos dadas com o seu amigo. - E vocês aposto que também tiveram no mel, mas agora vamos lá para o carro que quero ir almoçar que estou cheia de fome!

Rita sentou-se no banco de trás do carro, deixando os lugares da parte dianteira do carro para o seu amigo e a sua (futura) namorada.
-Então e vocês meninos?
-Que foi?
-Já namoram? - Marta ficou super embaraçada, sem saber bem o que responder e Pedro que já conhecia Rita tão bem, não se deixou calar e respondeu.
-Por acaso sim. Sabes naquele dia em que me deste coragem de lutar pelo que queria? Foi aí que fui ter com a Marta e me declarei e começamos a namorar. E tu já namoras com o Fábio?
-Já fizemos uma semana de namoro, não tens andado atento às redes sociais?
-Tenho e vi umas fotos que partilharam mas podia não querer dizer nada, vocês já partilhavam fotos antes de namorarem.
-Também é verdade, então e vocês não dão pistas nenhumas... Quer dizer tu não dás, só vou adicionar hoje a Marta no Facebook.
-Por pedido meu. - Respondeu a rapariga. - A nossa relação está numa fase muito embrionária e não quero que comecem já a meter veneno, confio no Pedro e na nossa relação, mas é para aguentarmos mais algum tempo antes de sermos lançados aos tigres.
-E acho que fazem muito bem, aproveitem primeiro os momentos a dois e só depois é que passaram mais pessoas a partilhar a vossa felicidade, a minha relação com o Fábio desde o início que nunca foi a dois, por isso não pudemos fazer isso. - Rita sorriu.
-Que queres dizer com isso?
-Os meus pais tinham-se divorciado há pouco, tinha perdido o emprego há bem pouco tempo e a minha relação de ano e meio tinha terminado de forma um pouco... Brusca, digamos. Não queria sequer saber de rapazes, queria aproveitar a minha nova escola, arranjar novos amigos e dedicar-me ao meu pai e irmão, afinal era a única mulher da casa, mas o Fábio era meu vizinho e sabe Deus o quanto o admirava. E ele veio-me tocar lá à porta a oferecer jantar, e no dia a seguir ele foi-me apresentar aqui as redondezas e até a escola, e depois quando vínhamos a entrar para o prédio ele tentou beijar-me, mas eu mandei-o ir dar uma curva, discutimos e ele foi extremamente parvo, mas acabamos por fazer as pazes, e aproximamo-nos, eu dei-lhe uma oportunidade de mostrar que não era o mulherengo que eu pensava mas eu comecei a ficar com enjoos e assim e ele sempre me disse que era uma gravidez e eu tinha a certeza que não era, ele obrigou-me a fazer o teste e estava certa, chateamo-nos mas acabamos por nos voltar a aproximar e o facto dele ser o padrinho da minha sobrinha e afilhada fez com que nos aproximássemos ainda mais e acabamos por nos apaixonar, depois de muita luta, acabamos por assumir e daí até namorarmos foi outra história, mas que não vou contar. Por isso como vês a nossa história nunca foi só nossa.
-Vocês estavam mesmo destinados a ficar juntos, depois de tanto caírem e de tanto se levantarem acabaram por se unir e criar a vossa história e isso é digno!
-Obrigada, acredita que estamos muito unidos e felizes, queres ver uma foto dele?
-Tens fotos do Fábio no telemóvel? - Perguntou Pedro surpreendido.
-Amor, todas as raparigas têm fotos dos rapazes que mais gostam no telemóvel, eu tenho várias nossas e outras tantas tuas.
Rita desbloqueou o telemóvel e mostrou a sua foto de capa, onde permanecia uma foto de Fábio.



-O teu namorado é bastante bonito, mas o meu consegue ser mais.
-Não discutiremos isso, sabes que para nós, eles são os mais giros do mundo.
-É verdade! Desculpa ter visto mas tens uma mensagem não lida.
-Quanto é que apostas que ele tirou mais uma selfie para me mandar?
-Ele costuma mandar-te muitas?
-Quando estamos longe ou eu digo que tenho saudades dele, costuma mandar-me sim, e como há pouco lhe disse que morria de saudades, aposto que me fez a vontade, diz que é uma forma de me sentir mais perto.
-Que romântico!
-É o meu homem! - Ambas sorriram.


-Tinhas mesmo razão. É tão romântico ele!! Olha o que escreveu na legenda:
Apesar de não estar perto de ti não quero que te esqueças de mim, por isso aqui vai uma selfie! Amo-te minha mulher <3”
-Aquele rapaz é um querido! Mas aposto que o Pedro também é realmente um cavalheiro, ele até com os amigos o é!
-Não tenho razões de queixa, tem sido bem mais que um namorado, um melhor amigo! - Dito isto deu-lhe um beijo na bochecha.

(Passado umas horas)
Mana, não te importas de ir para casa? Vou lá pô-la a tua casa e depois volto para o trabalho. Eu e o Rúben estamos atarefados no trabalho e atrasamo-nos, assim davas um olhinho pela menina até um de nós ir buscá-la.”

-Pedro, Marta não se importam que vá para casa? Preciso de tomar conta da Di.
-Já? A tarde estava a ser tão boa...
-Eu sei e acredita que temos de a repetir, da próxima com o Fábio, mas preciso mesmo de ir.
-Nem penses que vais a pé ou de autocarro!
-Não te quero incomodar.
-Não sejas tonta, não me custa nada ir-te pôr a casa.
-Obrigada então!

Foram até ao carro e passado poucos minutos Rita estava em casa e assim que colocou a chave na porta da sua casa foi surpreendida.
-Amor, que fazes aqui? - Perguntou Rita.

Que será que Fábio estará a fazer em casa de Rita?
Será que lhe estará a fazer uma surpresa? E Di?