quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Capítulo 32 “Apareceste na minha vida não para seres mais uma, mas para seres a mulher da minha vida.”



-Esteja descansada que já fomos a uma consulta de planeamento familiar, e quando o fizermos iremos usar o preservativo e para bem da saúde da Rita e para ela não sofrer com as dores da menstruação, também vai tomar a pílula.
-Sendo assim, quero acreditar que não serei avó pelo menos, até a Rita acabar a faculdade.
-Os acidentes acontecem, mas iremos fazer tudo para não acontecer, pode estar descansada.
-Que não seja como a promessa que fizeste ao meu marido! - Rita sorriu, ainda há momentos havia falado disso com o seu namorado.
-Já alguém lhe disse que a sua filha é muito parecida consigo?
-A Rita tem características muito minhas e outras que são completamente do pai,
pudemos dizer que foi um trabalho bem feito.
-Não haja dúvida! - Suspirou.
-Mas falando de assuntos mais sérios, vocês estão juntos há pouco tempo mas gostam muito um do outro, isso é notório, não tens sequer de ter ciúmes do Pedro, Fábio! - Fez-lhe uma festa no cabelo. - E quero apenas pedir-te para teres cuidado e fazeres de tudo para tornares a vossa primeira vez especial, é algo único, não quero que a Rita se arrependa, ou que fique desiludida.
-Farei tudo para tornar o momento deveras especial, acredite em mim.
-Vou acreditar e confiar em ti, Fábio. - Rita não pronunciava uma única palavra, porque não sabia o que dizer, não sabia se devia pedir para pararem a conversa, ou simplesmente ouvir e tentar desfrutar do momento de carinho entre o namorado e a sua mãe. - A vossa sorte é que hoje, o Luís saiu mais cedo, mas não quero que fiquem a molengar, por isso Fábio vai arranjar-te para tua casa, e Rita tu fazes o mesmo. Queres ir comigo ou preferes ficar mais um pouco com o Fábio, isto claro se ele não se importar de te dar boleia.
-Claro que não me importo!
-Vou com o Fábio então.
-Já vou preparar alguma coisa para o teu pequeno-almoço Fábio, o teu já está, vou só chamar o teu irmão para se vir despedir de vocês e vamos embora, mas tu, meu menino, vais para tua casa para dentro da tua banheira!
Fábio abraçou a namorada e deu-lhe um beijo na testa, assim que a sua sogra saiu do quarto.
-Vou morrer de saudades tuas, sabias?
-Fazia uma pequena ideia! - Deu-lhe um beijo na bochecha. - Não vás já embora. Por favor.
-Não posso, já estou a ouvir os passos do teu irmão a correr para aqui, aquele miúdo adora-me sabias?
-Até parece que também não o adoras! - Respondeu e mal acabou de o dizer, Pedrito entrou no quarto e foi em direção à cama.
-Então puto como estás? - Dito isto despenteou-se e Pedro olhou para ele muito sério.
-Puto? Já ando na escola primária, Fábio!! - Reclamou colocando novamente o seu cabelo direito. - Quando me venceres na Play Station logo falamos! E porque é que dormes sempre na cama com a mana? É por tua causa que ela não me pediu mais para vir ter com ela aqui! - Ficou de “trombinhas” e o cunhado deu-lhe uma festinha no braço.
-Estás a ser injusto, Pedro Rafael! - Reclamou a irmã. - Tu sabes perfeitamente que adoro dormir contigo e podes perfeitamente vir ter comigo aqui, a cama dá para os 3! E o que tem o Fábio chamar-te puto? O Pedro também te chama e tu adoras-o desde sempre! Tu estás com ciúmes e estás a ser tremendamente injusto!
-Pedrito, eu compreendo que queiras a mana para ti, mas acredita que nunca ta quis tirar, ela é tua irmã mas também é minha namorada e prometo que a partir de agora irei passar menos tempo com ela para estares tu pode ser? - Dito isto, o pequeno saiu do quarto sem dizer nada mais e a irmã ficou furiosa.
-Desculpa Fábio. Não estava à espera de nada disto do meu irmão, ele não é assim.
-Rita, não fiques aqui, vai atrás e tenta falar com ele. - Ela assim obedeceu e foi até ao quarto do irmão onde o encontrou. - Pedrinho, foste extremamente injusto com o Fábio. É verdade que temos estado algum tempo juntos, mas nós estamos a conhecer-nos melhor e começamos a namorar há pouco, queremos aproveitar ao máximo. O Fábio vai estar fora muito tempo com a equipa, tu sabes disso. E sabes melhor que ninguém que o Tiago me magoou mesmo muito, e sabes quem me está a ajudar a ultrapassar tudo? A pessoa com quem foste tremendamente injusto!
-E se o Fábio te magoar como o Tiago o fez? E se deixar de gostar de ti?
-Se o Fábio deixar de gostar de mim vai dizer-me e vamos arranjar uma forma de dar a volta à situação, mas também pode acontecer eu deixar de gostar dele. Nós gostamos um do outro, vamos saber dar a volta aos problemas, ele não tem nada haver com o Tiago!
-Eu gosto muito do Fábio, mas acho que o Pedro gosta mais de ti e já o conheço há mais tempo.
-Mas ninguém manda no coração meu bem, eu não escolhi gostar do Fábio, aconteceu.
-Tu és forte, mas tenho medo que ele te magoe, outra vez.
-Eu também tenho medo que ele me magoe, mas sabes uma coisa? Eu tenho de confiar nele, tenho de confiar no Fábio, porque nem toda a gente é como o outro rapaz.
-Está bem mana, eu vou dar uma oportunidade ao Fábio, mas se ele te magoar eu chateio-me contigo e com ele!
-Está prometido meu bem! - Deu-lhe um beijo. - E agora vai lá pedir desculpa ao Fábio enquanto eu vou falar com a mãe.
-Está bem. - Dito isto virou-se e viu a mãe.
-Vais ser uma mãe excelente, não tenho dúvidas disso! Tenho muito orgulho em ti, sabias? - Deu-lhe um beijo na face. - O medo do Pedrinho é compreensível, não é por não gostar do Fábio, sabes bem que não é isso, e por gostar demasiado do Pedro, ou melhor, do Rebocho.
-Eu compreendo que ele já o conhece há mais tempo, mas eu não escolhi gostar do Fábio, nem ele de mim, simplesmente aconteceu e claro que tenho medo de me magoar, que ele nunca tenha mudado e que seja apenas mais uma, mas cada vez acredito mais que ele me ama, sabes? Pelos gestos, pelas palavras e pelas atitudes e tenho aprendido a confiar, a abrir o meu coração para ele e não me tenho arrependido.
-E tens razão para confiar, as mães são sempre perspicazes e eu sei dizer-te pelo olhar dele que ele te ama e tu estás a aprender a amá-lo.
-Já o amo. - A mãe deu-lhe um beijo na cabeça.
-Desculpa meu bem, mas tenho mesmo que ir embora para não chegar atrasada ao trabalho.
-Beijinhos. - Recompôs-se e só depois é que foi para o seu quarto e cumprimentou Fábio. - Estás à espera de quê para ires tomar banho a tua casa?
-Estou à espera que me digas como correu a conversa com o teu irmão.
-O meu irmão tem medo que me magoes. - Confessou não contando a verdade completa com medo de o magoar e assim também protegendo-o. - Mas tem medo que por alguma razão deixasses de gostar de ti.
-Isso não acontecerá.
-Como podes estar tão seguro? - Aproximou-se dela e colocou as mãos sobre o fundo das suas costas, mantendo o mínimo de distância entre eles.
-Porque és e serás o único amor que terei na minha vida. - Deu-lhe um beijo no nariz. - Quando olho para ti vejo esperança, quando me tocas eu imagino-me já velhinhos com a pele enrugada e aos beijos, mas também me imagino a correr atrás do nossos inúmeros netos, quando tu me beijas, eu sinto-me nas nuvens, tu apareceste na minha vida para me ensinares a ser feliz, a amar e a ser amado, que sou apenas uma pessoa no mundo enorme, mas sou um infinito entre limites que me tenham traçado e porque eu sei Rita, que tu apareceste na minha vida não para seres mais uma mulher, mas para seres a mulher da minha vida.
-Tu és o único infinito na minha vida. - Beijou-o. - Mas espero que não gastes infinitos litros de água na tua banheira, por isso despacha-te que já tenho saudades tuas e ainda não me despedi!
-Fecha os olhos e vai ser menos duro veres-me partir! - Deu-lhe um beijo no nariz e ela obedeceu , Fábio foi até sua casa para tomar banho.
-Realmente foi menos duro não o ver, para ele partir. - Sorriu. Parecia incrível mas já sentia saudades dele, de lhe tocar, de lhe dizer o quanto gostava dele, mas quanto mais depressa tomasse banho, mais depressa iria estar com ele e foi com esse pensamento que tomou banho.

(Passado Alguns Dias)
Rita acordou nos braços de Fábio com o som do telemóvel a tocar, tinha prometido à mãe que não iria chegar atrasada, nem faltar às primeiras aulas da manhã, e para evitar que isso acontecesse, tinha-lhe ligado e fazia-a despertar e levantar-se logo da cama. Pegou no telemóvel e atendeu a chamada, apesar de não saber quem era o remetente, confiou no seu pressentimento.
-Estava acordada mãe!
-Minha pequena! - Disse Pedro logo bem-disposto. - Podes-me chamar tudo, agora mãe e algo que nunca tinha ouvido, confesso.
-Muito gostas tu de gozar com o meu tamanho, mas deixa que tu jogas à bola e eu não.
-Aqui o teu defesa esquerdo não precisa de ser muito maior para a posição que ocupa em campo!
-Pois não, mas qualquer dia o Pedrinho passa-te.
-Até lá cresço! - Respondeu sorrindo. - Como estás?
-Ainda a tentar abrir os olhos, afinal acabei de acordar, e tu?
-Estou ótimo! Liguei-te para combinarmos algo para falarmos
-Não quero ser desmancha-prazeres mas já estamos a falar.
-Explica-me como acordas tão bem disposta, não consigo compreender! - Rita sorriu, desde que acordara que andava bem-disposta. -Quero que conheças alguém importante para mim hoje ao almoço, aliás quero apresentar-te a ti e ao Fábio.
-Queres que conheça a tua princesa. Sinto-me elogiada.
-És minha amiga, senão fosses tu provavelmente nunca a teria conhecido.
-Não digas disparates, ela iria acabar por aparecer na tua vida, da mesma forma como apareceu o Fábio na minha.
-Por falar nisso, vocês já namoram?
-Ainda não é oficial, mas sim namoramos. E tu e a rapariga?
-Já esteve mais longe, por enquanto queremos conhecer-nos melhor.
-Fazem muito bem, eu não sou o exemplo para ninguém que a minha relação com o Fábio foi tudo muito rápido.
-Tu tiveste lá culpa, o amor acontece quando tem de acontecer e ao ritmo que quer.
-Isso é verdade! - Sorriram. -Então está combinado?
-Em princípio podes contar connosco!
-Maravilhoso... Posso só pedir-te que não contes à Marta o que se passou entre nós?
-Acredita que também não é tema de conversa que agrade ao Fábio, portanto parece-me uma excelente ideia.
-Tu e ela saiem à mesma hora da escola, vou com o Fábio buscar-vos e logo decidimos onde almoçamos pode ser?
-A Marta é da minha escola? Eu depois falo com o Fábio e digo-te tudo melhor.
-Sim é, mas agora tenho de me despachar.
-Depois deves-me uma justificação, beijinhos.
-Beijinhos. - Disto isto ambos desligaram a chamada.

-Não acredito que este rapaz não acordou nem com a chamada, nem comigo a falar! - Pensou em voz alta. -Amor? - Destapou-o e pode vê-lo novamente em boxers e camisola de manga a cava. - Isto nem é bom de se ver logo pela manhã! - O rapaz sorriu. - Não acredito que já estavas acordado e não me disseste nada.
-A tua reação a ver-me assim é impagável!
-As vezes não sei se gostas de mim, ou se gostas de gozar comigo!
-Amo ambas! - Fábio sorriu-lhe e roubou-lhe um beijo curto.
-Um dia quando tivermos filhos, aposto que também vais gozar com eles.
-Serão perfeitos como eu, porque iria gozar com eles?
-Obrigado pela parte que me toca! - Deu-lhe uma palmada no braço. - Pelos vistos só os primeiros dias é que era perfeita, agora já só és tu! - Cruzou os braços, fingindo ficar chateada.
-Ainda há pouco te fiz a melhor declaração de amor que já ouviste na tua vida, e agora tratas-me assim?
-Quantas vezes, já me ofereceste um pacote de gomas, Fábio Rafael?
-Não sei, mas também adoro-as, é difícil resistir.
-Gostas mais de gomas que de mim!!
-Tu és a minha goma maior. - Rita riu-se.
-Não imaginas o quão foleiro isso soou! - Fábio cruzou as pernas e Rita sentou-se sobre elas, encostando as costas ao peito dele. - Mas como sou extremamente romântica e boa pessoa, vou perdoar-te isso.
-Assim como eu te vou perdoar teres dito que íamos almoçar sem me perguntares! - Atirou.
-Ias almoçar e passar a tarde comigo, qual é a diferença?
-Vou passar a tarde com um ex teu, achas que é bom?
-Não sejas possessivo nem ciumento, Fábio Rafael! O Pedro não é meu ex, nós curtimos, logo não é ex e ele não tarda nada tem namorada.
-Desculpa. - Pediu abraçando-a. - Sou possessivo mas é apenas porque gosto realmente de ti e vou ter sempre medo de perder, tenho é de aprender a lidar com ele.
-Fábio. - Pousou as mãos sobre as dele. - Não tens razão absolutamente nenhuma para teres medo de me perder ou teres ciúmes, o jogador de futebol aqui és tu!
-E o que é que a minha profissão tem a ver com os ciúmes?
-Tu é que levantas a camisola, e fazes as raparigas suspirar, que tens os olhos sobre ti e as raparigas adoram falar contigo, e tem facilidade.
-O que estás a insinuar?
-A verdade!
-Sabes com quantas raparigas deixei de falar desde que apareceste na minha vida? Quantas já tentaram falar comigo desde que nos conhecemos? E eu abdiquei de tudo isso por tua causa, porque te amo, por isso não, não é verdade.
-É verdade sim, não imaginas a falta de confiança que sinto ao pé de ti! Tu és... - Olhou de alto a baixo. - A noite mais inspirada da vida dos teus pais, um pedaço de Deus, um trabalho muito bem-feito, por isso para mim não tem sentido teres ciúmes do Pedro, quando era eu que os deveria ter, tu és maravilhoso e eu sou apenas mais uma!
-Tu tens noção do disparate que estás a dizer? Tu és boa, muito boa, és lindíssima, inteligente e tens uma personalidade incrível, eu sou giro sim, mas ao teu lado não passo de um jogador de futebol.
-Não queiras comparar a pessoa que tu és com a pessoa que eu sou, sinto-me gozada, por isso vê lá se usas um argumento melhor da próxima.
-Vou tomar banho, a minha casa, e deixar-te a pensar melhor no que estás a dizer, depois venho cá para falarmos. - Ia dar um beijo na testa de Rita mas ela estava chateada e desviou-se. Foi em direção à casa de banho deveras chateada com aquela discussão. A primeira que tinham... Apesar de namorarem há pouco mais de uma semana. Ligou a música e entrou para dentro da banheira onde tomou um banho e tentou despachar-se ao máximo. Vestiu-se e deparou-se com uma mensagem do namorado:

Estou na garagem, vem cá ter.”

Mas ela ignorou por completo, pegou na sua mala e foi a pé até à escola, após dez minutos de caminhada, decidiu ligar ao seu amigo Pedro, ignorando por completo as mensagens e chamadas do seu namorado e bastaram apenas três toques para Pedro atender:
-Sim?
-Olá Pedrinho!
-Que se passou, Maria Rita?
-Conheces-me demasiado bem.
-Já te conheço há demasiado tempo para começar a entender todos os teus pequenos sinais.
-Escuso de te mentir porque tu ias acabar por descobrir. Chateei-me com o Fábio.
-Queres falar?
-Eu não consigo controlar os ciúmes, ele também não, mas ele acha que eu não tenho razões para isso e eu acho o mesmo.
-E porque achas que ele não tem razões para ter ciúmes?
-Ele é lindo, é uma pessoa incrível, com uma enorme mentalidade e um coração gigante, e é jogador de futebol, todos os jogos ganha uma admiradora nova. Eu sou apenas uma rapariga, percebes? Não sei o que fazer ao pé dos rapazes, não sou capa de revista, tenho quilos a mais e não uso calções, nem quero andar a ser exibida como mulher troféu, não sou aquele tipo de mulher que preenchem os jogadores, entendes?
-Não existe um estereótipo de mulher de jogador Rita. Óbvio que existem muitos que são casados ou namoram apenas para exibir as mulheres ao mundo, ou porque o clube assim o exige, mas ele não é assim, e tu sabes disso. Sabes que ele gosta realmente de ti, só não tens confiança em ti, tens medo de perdê-lo.
-É verdade, tenho imenso medo de perdê-lo, entreguei-lhe o meu coração e confiei nele, mesmo quando pensava que não conseguia confiar em algum rapaz e ele provou ser impecável, por isso tenho medo que me troque por uma qualquer.
-Ele até pode ter várias raparigas atrás dele, mas para o Fábio só existes tu, acredita em mim. Quando gostei de ti todo aquele tempo, tive várias raparigas a virem ter comigo, e algumas bem bonitas por sua vez, mas para mim tu eras a melhor das melhores e não havia nenhuma
que chegasse aos teus calcanhares, por muito que elas tentassem, por isso confia em ti e nele. As verdadeiras fãs, ele irá reconhecer e tu também irás saber bem quem elas são, porque irão marcar diferença das restantes, e aí também podes tu aproximar-te delas e percebes as boas intenções ou não.
-E se ele não gostar realmente de mim?
-Achas que se ele não gostasse realmente de ti, não teria mudado por amor e achas que namorava contigo?
-Talvez tenhas razão, mas não lhe vou dizer nada.
-Vocês são tão orgulhosos! Ao menos responde-lhe às mensagens.
-Importaste de parar de me conhecer tão bem se faz favor?
-Claro que me importo. - Sorriram. - Isto até que é engraçado, confessa!
-Confesso!
-Podes contar com a minha companhia para o almoço de hoje, mesmo que seja para fazer de vela, quanto ao Fábio não esperes que fale com ele, afinal não fui eu que sai de minha casa.
-A tua teimosia nunca vai mudar pois não?
-Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita.
-Chata! Sais a que horas, mesmo?
-Não me queres pôr mais defeitos, Pedro Miguel? Saiu às 13:30, porquê?
-Deixa estar, estou bem com isto, hoje ainda tenciono almoçar com duas pessoas muito especiais para mim, de preferência vivo. Tenho de ir buscar a Marta à escola, assim ia buscar as duas, e como saiem à mesma hora, melhor.
-Não me tinhas dito que ela é da minha escola.
-Quem sabe senão a conheces...
-Não acredito, mas quem sabe. Não te importas mesmo de me ir buscar? Como me chateei com o Fábio sai de casa de cabeça quente e esqueci-me completamente do almoço e nem trouxe nem passe, nem moto, nem nada, e vim a pé para descontrair até à escola.
-Estás onde Maria Rita?
-Estou a cinco minutos da escola, porquê?
-Não deverias estar a esforçar o pé, sabes perfeitamente que não o deves fazer, ainda há pouco deixaste as muletas.
-Deixei as muletas há quase 3 semanas e posso fazer a minha vida normalmente, e achas que com a fúria me lembrei disso?
-Vocês são mesmo feitos um para o outro não haja dúvida! - Rita corou. Ninguém lhe havia dito e era realmente bom saber que um amigo de ambos o achava.
-Obrigada, se ele não fosse tão teimoso, hoje estaria a dar-lhe um beijo, dentro do carro dele, e não a pé, a caminhar de mãos dadas com o vento!
-Eu vou buscar-te, diz-me apenas onde estás.
-À porta da escola, lamento mas já não consegues dar-me boleia.
-Então vai lá para as aulinhas que já vais chegar em cima da hora, depois falamos.
-Estás a tentar despachar-me, Pedro Miguel?
-Sim, estou, porque tens de ir para as aulas e tens de socializar com os teus colegas, não comigo.
-Está bem, estou a ir! Então vá beijinhos.
-Beijinhos pequena!
-Beijinhos pequeno, até logo! - Dito isto desligaram a chamada e Rita foi em direção à sala de aulas, mas não sem antes reparar nas 5 mensagens não lidas de Fábio, onde acabou apenas por responder:

Odeio ficar chateada contigo, chateio-me comigo mesma a pensar que poderia ter dado o braço a torcer, sou teimosa, mas tu também o és, temos de arranjar um ponto de equilíbrio entre os ciúmes com lógica e a nossa imaginação! Logo à tarde não vou estar em casa, podes passar lá por casa depois do jantar? Beijinhos, amo-te <3”

A resposta não tardou... Como sempre:

Tenho medo de perder-te para o Tiago ou para qualquer outro rapaz, só contigo é que aprendi o que é amar e tenho de lidar com este medo de te perder. Não quero meter o pé na poça, mas acabo sempre por fazê-lo. Vou passar a tarde com o Teixeira e com o Cancelo, não te importas? Se quiseres passo meu bem, só quero matar saudades tuas! Beijinhos, amo-te <3”

-Menina Rita, para onde está a olhar e para quem é esse sorriso?
-Para lado nenhum, “stora”, desculpe. - Lançou mais um sorriso envergonhado para com os colegas de turma que já a olhavam e pousou o telemóvel sobre a sua mala, mas não sem antes sorrir antes.

As aulas decorreram normalmente e com atenção redobrada da parte de Rita que não podia perder mais matéria e tinha de tentar entender a matéria das aulas que tinha faltado, pediu a uma colega os apontamentos das aulas em que tinha faltado e acabou por explicar a verdadeira razão pela qual tinha faltado aquelas aulas, quanto aos restantes colegas preferiu omitir a verdade, optando apenas por dizer que não pudera, tinha surgido um problema familiar e ao fim ao cabo não deixava de ser verdade. Quando as aulas terminaram, despediu-se dos colegas e foi até à porta da escola, onde encontrou Pedro que beijava Marta. Acabou por tossir, apanhando-os envergonhados e sorriu.
-Finjam que não se passou nada que eu finjo que não vi! Aliás continuem ai no marmelanço que eu tenho de ligar ao meu namorado. - Afastou-se de ambos e pegou no telemóvel e começou a ligar para Fábio, bastaram apenas três toques para ele atender. - Desculpa ligar-te quando estás com os teus amigos mas queria mesmo ouvir a tua voz.
-Princesa, acredita que eu queria mesmo ligar-te mas não queria chatear-te durante o teu almoço queria respeitar o teu espaço.
-Afastei-me do casalinho para falar contigo, e tu podes sempre mandar-me mensagem ou ligar-me, esteja com amigos ou não.
-E tu também o podes fazer, sabes que estou sempre disponível para ti. Amor, posso dizer-te uma coisa?
-Sim, diz-me.
-Amo-te.
-Também te amo, meu Fábio Rafael.
-Amo-te muito minha Maria Rita.
-Se me amasses não chamavas esses nomes!
-Mas é o teu nome, meu bem!
-Fábio Rafael também é o teu nome e eu não te chamo assim.
-Por acaso até chamas, Rita!
-Mas isso é porque te amo.
-Eu também te amo, minha pequena em tamanho e grande em coração.
-Meu gigante de coração e de tamanho! - Sorriram. - Hoje vou levar com tanto mel que nem vai ser bom.
-Logo tratamos nós de fazer o nosso mel também...
-Queres ir jantar lá a casa?
-Não quero que os teus pais pensem que estou a abusar e não quero que o teu irmão se zangue comigo outra vez.
-Fábio, os meus pais adoram-te, e além do mais tu já és um Madeira, lembraste? E o meu irmão só teve ciúmes naquele dia, depois passa-lhe.
-Nós já nos metemos em tantas situações e saímos sempre de forma tão fantástica, fazemos um bom casal.
-Tu completas-me. Temos algumas parecenças a nível de ser e forma de pensar, mas temos alguns aspetos em que somos completamente diferentes, temos de arranjar um meio termo e eu sei que o vamos fazer. O meu irmão pediu-nos um filho, nunca imaginei que fosse tão embaraçoso mas realmente foi e nós respondemos bem! E eu tive de falar com a tua mãe sobre o que sentia, fiquei a sós com ela, em tua casa! E tive ainda de contar ao meu irmão, que o pequeno... - Hesitou, demonstrava-se forte em frente de todos, mas na realidade sabia bem que não conseguia superar da forma como pensava.
-Queres cancelar tudo e estarmos juntos?
-As coisas não são assim, Fábio. Temos compromissos e temos de cumpri-los.
-Não quero que andes desanimada Rita, custa-me pensar que não estás bem e eu posso ajudar-te e não o estou a fazer.
-Tu tens os teus amigos, eu tenho os meus, vou-me divertir esta tarde e tu também!
-Então é agora o momento em que temos de nos despedir não é?
-Tem de ser... Amo-te, desde aqui até à lua!
-Amo-te, desde a lua até aqui!
-Beijos. - Disseram em simultâneo e desligaram a chamada. Olhou para trás e pode ver Pedro atrás de si, sorrindo. - Estavas aí há muito tempo?
-Ao suficiente para ouvir o vosso mel. - Rita olhou para o lado e pode ver Marta de mãos dadas com o seu amigo. - E vocês aposto que também tiveram no mel, mas agora vamos lá para o carro que quero ir almoçar que estou cheia de fome!

Rita sentou-se no banco de trás do carro, deixando os lugares da parte dianteira do carro para o seu amigo e a sua (futura) namorada.
-Então e vocês meninos?
-Que foi?
-Já namoram? - Marta ficou super embaraçada, sem saber bem o que responder e Pedro que já conhecia Rita tão bem, não se deixou calar e respondeu.
-Por acaso sim. Sabes naquele dia em que me deste coragem de lutar pelo que queria? Foi aí que fui ter com a Marta e me declarei e começamos a namorar. E tu já namoras com o Fábio?
-Já fizemos uma semana de namoro, não tens andado atento às redes sociais?
-Tenho e vi umas fotos que partilharam mas podia não querer dizer nada, vocês já partilhavam fotos antes de namorarem.
-Também é verdade, então e vocês não dão pistas nenhumas... Quer dizer tu não dás, só vou adicionar hoje a Marta no Facebook.
-Por pedido meu. - Respondeu a rapariga. - A nossa relação está numa fase muito embrionária e não quero que comecem já a meter veneno, confio no Pedro e na nossa relação, mas é para aguentarmos mais algum tempo antes de sermos lançados aos tigres.
-E acho que fazem muito bem, aproveitem primeiro os momentos a dois e só depois é que passaram mais pessoas a partilhar a vossa felicidade, a minha relação com o Fábio desde o início que nunca foi a dois, por isso não pudemos fazer isso. - Rita sorriu.
-Que queres dizer com isso?
-Os meus pais tinham-se divorciado há pouco, tinha perdido o emprego há bem pouco tempo e a minha relação de ano e meio tinha terminado de forma um pouco... Brusca, digamos. Não queria sequer saber de rapazes, queria aproveitar a minha nova escola, arranjar novos amigos e dedicar-me ao meu pai e irmão, afinal era a única mulher da casa, mas o Fábio era meu vizinho e sabe Deus o quanto o admirava. E ele veio-me tocar lá à porta a oferecer jantar, e no dia a seguir ele foi-me apresentar aqui as redondezas e até a escola, e depois quando vínhamos a entrar para o prédio ele tentou beijar-me, mas eu mandei-o ir dar uma curva, discutimos e ele foi extremamente parvo, mas acabamos por fazer as pazes, e aproximamo-nos, eu dei-lhe uma oportunidade de mostrar que não era o mulherengo que eu pensava mas eu comecei a ficar com enjoos e assim e ele sempre me disse que era uma gravidez e eu tinha a certeza que não era, ele obrigou-me a fazer o teste e estava certa, chateamo-nos mas acabamos por nos voltar a aproximar e o facto dele ser o padrinho da minha sobrinha e afilhada fez com que nos aproximássemos ainda mais e acabamos por nos apaixonar, depois de muita luta, acabamos por assumir e daí até namorarmos foi outra história, mas que não vou contar. Por isso como vês a nossa história nunca foi só nossa.
-Vocês estavam mesmo destinados a ficar juntos, depois de tanto caírem e de tanto se levantarem acabaram por se unir e criar a vossa história e isso é digno!
-Obrigada, acredita que estamos muito unidos e felizes, queres ver uma foto dele?
-Tens fotos do Fábio no telemóvel? - Perguntou Pedro surpreendido.
-Amor, todas as raparigas têm fotos dos rapazes que mais gostam no telemóvel, eu tenho várias nossas e outras tantas tuas.
Rita desbloqueou o telemóvel e mostrou a sua foto de capa, onde permanecia uma foto de Fábio.



-O teu namorado é bastante bonito, mas o meu consegue ser mais.
-Não discutiremos isso, sabes que para nós, eles são os mais giros do mundo.
-É verdade! Desculpa ter visto mas tens uma mensagem não lida.
-Quanto é que apostas que ele tirou mais uma selfie para me mandar?
-Ele costuma mandar-te muitas?
-Quando estamos longe ou eu digo que tenho saudades dele, costuma mandar-me sim, e como há pouco lhe disse que morria de saudades, aposto que me fez a vontade, diz que é uma forma de me sentir mais perto.
-Que romântico!
-É o meu homem! - Ambas sorriram.


-Tinhas mesmo razão. É tão romântico ele!! Olha o que escreveu na legenda:
Apesar de não estar perto de ti não quero que te esqueças de mim, por isso aqui vai uma selfie! Amo-te minha mulher <3”
-Aquele rapaz é um querido! Mas aposto que o Pedro também é realmente um cavalheiro, ele até com os amigos o é!
-Não tenho razões de queixa, tem sido bem mais que um namorado, um melhor amigo! - Dito isto deu-lhe um beijo na bochecha.

(Passado umas horas)
Mana, não te importas de ir para casa? Vou lá pô-la a tua casa e depois volto para o trabalho. Eu e o Rúben estamos atarefados no trabalho e atrasamo-nos, assim davas um olhinho pela menina até um de nós ir buscá-la.”

-Pedro, Marta não se importam que vá para casa? Preciso de tomar conta da Di.
-Já? A tarde estava a ser tão boa...
-Eu sei e acredita que temos de a repetir, da próxima com o Fábio, mas preciso mesmo de ir.
-Nem penses que vais a pé ou de autocarro!
-Não te quero incomodar.
-Não sejas tonta, não me custa nada ir-te pôr a casa.
-Obrigada então!

Foram até ao carro e passado poucos minutos Rita estava em casa e assim que colocou a chave na porta da sua casa foi surpreendida.
-Amor, que fazes aqui? - Perguntou Rita.

Que será que Fábio estará a fazer em casa de Rita?
Será que lhe estará a fazer uma surpresa? E Di?

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Capítulo 31 “Fábio Cardoso já não se escreve sem Madeira (antes)”



Rita acordou e sentiu a mão de Fábio sob a sua cabeça, servindo-lhe de almofada e outra sobre o seu peito, era incrível como alguém se preocupava daquela forma com ela. Virou-se de frente para ele e admirou todos os traços da sua face, as sobrancelhas bem-feitas, as pequenas sardas que tinha junto ao nariz, os lábios extremamente apeticiveis e o nariz que era exatamente como o seu. A sua mão percorria todos os traços e foi até aos seus braços musculados e grandes, o braço que tinha a maior tatuagem e ficava-lhe incrivelmente bem. Queria ver o seu peito, queria ver a tatuagem que ele ali tinha, não era um desejo, mas queria puder admirá-lo. Ainda não cabia em si como “conseguira” um rapaz tão bonito e tão parecido consigo do seu lado. Preparava-se para colocar as mãos frias sob a camisa dele e puder ver o seu corpo.

-Estás melhor, meu bem? - Rita deu um salto, assustada.
-Não podias ter ficado mais uns minutinhos a dormir? Estava prestes a violar-te!
-Ao menos estás bem dispostinha! - Sentou-se em cima da cama de pernas abertas. -E porque razão me irias violar a dormir, eu podia cooperar acordado?!
-Além de seres guloso, és um tonto! Não percebes que assim não tinha piada? A ideia era eu violar-te mesmo, se cooperasses deixava de ser!
-Tenho uma namorada tão engraçada! - Começou a fazer-lhe imensas cócegas e ela deitou-se na cama tentando impedindo-o de continuar. - Gostavas que eu acordasse com vontade de te violar e com vontade de te ver o peito? - Parou com as cócegas e Rita sentou-se em frente dele, de pernas cruzadas e pousando as mãos sobre os seus ombros.
-Qual é a tua paixão pelo meu peito? - Perguntou olhando para ele.
-Tu só tens o peito mais perfeito que vi até hoje...

Rita tremeu e sentiu-se corar uma parte por todo o corpo, como é que ele era capaz de dizer que alguma parte do seu corpo era perfeito? Estava completamente enganado,nada que a envolvesse era perfeito.

-Fala a pessoa com o peito mais sexy que já vi! - Fábio sorriu. - Não tem piada! Normalmente as tatuagens no peito não ficam bem a todos os homens, mas a ti, meu Deus, parece que foste feito a conta, peso e medida, e todas as tuas tatuagens são perfeitas... - Num ápice ele tirou a t-shirt que tinha vestido, deixando Rita à beira de um ataque de ansiedade, corou novamente mas desta vez de forma mais clara e também ela imitou o gesto, ficando apenas com o soutien a cobrir-lhe o peito. - Não me parece que gostes que faça isto.

-Uau... - Reagiu admirado. - O teu peito foi feito à conta, peso e medida, que perfeição.
-É impressão minha ou estás-te a fazer a mim?
-Já és minha! - Beijou-a no pescoço e seguiu o caminho até aos lábios. -Queres saber uma coisa? - Deu-lhe mais um beijo rápido. - É melhor ires tomar um banho e vestires-te que quero convidar a tua irmã para vir cá jantar, mais o Rúben e a nossa afilhada!
-Tu estás a dizer-me que cheiro mal? Eu tive dores horríveis é normal, tu quando sais dos jogos deve ser igual!
-Estou a dizer que acho que devias ir tomar um banho para sentires como nova para andares atrás da nossa afilhada, apenas isso!
-Já ouvi desculpas melhores! - Deram um último beijo rápido nos lábios e Fábio foi até à cozinha. -Não te importas de me escolher uma roupa para vestir logo? Não os vou receber de pijama, e já agora por acaso já os convidastes?
-Estava à espera que acordasses para o fazeres! - Gritou para Rita que estava no corredor. - Já lá vou escolher a tua roupa, deixa-me só pôr a mesa.
-Porque não pedes ajuda ao Pedrito?
-O teu irmão assim que adormeceste pediu para ir dormir para o quarto dele para nos dar privacidade, as palavras não são minhas, são deles!
-Vocês são os cunhados mais fofos de sempre já alguém te tinha dito?
-Não, e olha que assim deixas o Rúben com ciúmes!
-Isto é uma forma de te engraxar, quando ele chegar digo-lhe a ele! - Correu para a casa de banho, mas ele não se deixou ficar sem resposta.
-Podes fugir mas não te podes esconder!
Rita foi em direção à casa de banho, onde pegou no telemóvel e ligou para a irmã:
-Olá Ana!
-Olá maninha! - Respondeu animada. - Não acredito que o Fábio te pediu para me convidares para o jantar!
-Porque dizes isso?
-Ele ligou-me há mais ou menos uma hora a convidar para irmos jantar a casa dele!
-Fábio! - Gritou Rita. - Eu não acredito que ele fez-me passar figura de tótó!
-Nós apostamos que ele não tinha coragem, pelos vistos devo-lhe um pacote de gomas!
-Ele já vai levar comigo, deixa estar!
-O Fábio até disse que o jantar era em casa dele e para não me preocupar com nada.
-Eu bato-lhe, juro!
-Quanto mais me bates mais eu gosto de ti! - Respondeu a irmã provocando-a. - Mas falando de assuntos sérios, como vão as coisas em relação aquele assunto?
-Ia violá-lo há pouco mas ele decidiu acordar e descobrimos que temos um fetiche pelo peito um do outro!
-Vocês realmente são duas personagens! - A irmã ria-se. - Diz ao Fábio que levo um bolo, e preservativos!

Rita sorriu e desligaram a chamada, saiu da casa de banho e apanhou Fábio de costas para a porta, de frente para o balcão, abraçou-o pelas costas.

-Então e a que devo esta surpresa?
-Devia bater-te, com força e com fé, devia fazer-te celibato até casares mas gosto demasiado de ti! - Deu-lhe beijos pelas costas, ele virou-se para ela e agarrou-a e fê-la sentar sobre o balcão de pernas abertas, colocando-se entre elas. - Já alguém te disse que ficas extremamente sexy com um avental à cintura?
-Já alguém te disse que ficas extremamente atraente sem óculos? - Disse tirando os óculos à sua companheira.
-Ganhaste um pacote de gomas, sabias?
-Era uma brincadeira contigo, nada demais, meu bem. Não ficaste chateada pois não?
-Claro que não, mas irás ter a tua vingança! - Piscou-lhe o olho. - E agora vê se me largas que quero ir tomar banho e ainda vou encomendar um bolo.
-Vai tomar banho e depois vai vestires-te e depois vais acordar o teu irmão e fazemos um bolo todos.
-Oh amor... - Disse dando-lhe beijos por toda a face. - Mas porque é que o jantar será na tua casa?
-Porque eu quero receber-vos na minha casa.
-Teimoso! Não tem jeito nenhum estarmos a cozinhar aqui e depois irmos para a tua!
-Não sejas teimosa! - Rita saltou da bancada e ele deu-lhe um beijo na testa dela. - Não se fala mais nisso, fui eu que convidei!
Ela saiu da cozinha e foi tomar o seu banho reconfortante, tentou não demorar, mas Fábio já sabia que as mulheres demoravam sempre mais a demorar-se e por isso só foi escolher a roupa quando julgou que ela estava pronta... Ou quase.
Assim que chegou ao seu quarto pode deparar-se com a roupa que Fábio lhe havia escolhido.




E juntamente com a roupa e com o calçado tinha um papel a dizer:

Tu não andas, tu desfilas... Tu és top, capa de revista!
Sim és boa, mas serás só boa para mim, sou ciumento.
Amo-te. Do teu namorado preferido ;)”

Rita vestiu-se e calçou-se, quando terminou optou por invés de ir acordar Pedrito ir até à cozinha e responder à letra:

-Tu és tão meu amigo que queres que ande atrás da nossa afilhada de saltos altos e ainda assim consegues ser o meu namorado preferido, pudera também és o único namorado que tenho! E é um jantar com a família por amor de Deus, Fábio, não há nada para ter ciúmes!
-Achei que ficavas mais elegante a andares de saltos, e assim também tens de te baixar mais e posso avaliar o teu rabo! - Rita abriu a boca surpreendida.
-Não acredito que tu disseste isso Fábio Rafael!
-Mas disse e agora toca a ir acordar o teu irmão.
-Tu queres é ver-me de costas para admirares o meu rabo!
-Também é verdade! - Dito isto virou a namorada ao contrário e fez força sobre as costas e ela foi acordar o irmão. - That ass is so fucking hot, Jesus!
-Eu ouvi e entendi essa, Fábio! - Respondeu virando-se para ele, trincando o lábio e e mandando-lhe um beijo. Piscou também o olho e sorriu-lhe.


Rita acordou o irmão com um beijo e sorriu-lhe, mandou-o ir tomar banho e depois escolheu-lhe as roupinhas, quando terminou, Fábio pediu-lhes para irem comprar um bolo enquanto ele ia preparar tudo para o jantar de família, na sua casa. O rapaz havia preparado uma surpresa para toda a família madeira, juntamente com o seu sogro: Maria já tinha tido alta e iria jantar com eles, mas iria surpreender os seus filhos e ele precisava de preparar tudo para o jantar, e para tal precisava de afastá-los.
Rita e o irmão foram de mota até à pastelaria mais próxima e acabaram por optar por comprar um bolo de bolacha, um doce típico que eram poucos os que não gostavam. Enquanto pagava, ela recebeu uma mensagem:

Y descubrí lo que significa una rosa (E descobri o que significa uma rosa)
Me enseñaste a decir mentiras piadosas (Ensinaste-me a dizer mentiras piedosas)
Para poder verte a horas no adecuadas (Para puder ver-te a horas não adequadas)
Y a reemplazar palabras por miradas (E a substituir palavras por olhares)
Y fue por ti que escribí mas de cien canciones (E foi por ti que escrevi mais de cem canções)
Y hasta perdoné tus equivocaciones (E até aprendi a perdoar os teus erros)
Y conocí mas de mil formas de besar (E conheci mais de mil formas de beijar)
Y fué por ti que descubri lo que es amar” (E foi por ti que descobri o que é amar)

Fábio não gostava muito das músicas de Shakira, mas enviara-lhe uma bonita declaração de amor através da letra de uma música dela, e Rita não conseguiu conter o sorriso, ele realmente surpreendera-a e fazia-a sentir-se feliz e segura. Ele era carinhoso, apaixonado e acima de tudo fazia-a feliz e não a iria magoar. Decidiu responder:

105 is the number that comes to my head (105 é o número que me vem à cabeça)
When I think of all the years (Quando penso nos anos)
I wanna be with you (Que quero estar contigo)
Wake up every morning with you in my bed (Acordar todas as manhãs contigo na minha cama)
That's precisely what I plan to do (Isto é exatamente o que pretendo fazer)



And you know one of these day (E tu sabes que um destes dias)
(...)
Will forever be enough” (O para sempre será suficiente)



Rita gostava de vários estilos de música e por acaso Jason Derulo era um dos cantores que gostava de ouvir e tinha a música no telemóvel, bastou ouvi-la e escrever a sua letra e enviar. Entrou na moto com o irmão e ouviu um apitar de mensagem quando já ia a caminho de casa e decidiu não ver.
Estacionou a moto na rua e decidiu subir, foi até sua casa e pousou a mala, pegou apenas nas chaves e foi com o bolo na mão e de mão dada com Pedrito até cara do seu namorado. Tocou à campainha e quem lhe abriu foi a irmã.
-Até que enfim! - Respondeu cumprimentando-a com dois beijos. - Já estava farta de ouvir o teu namorado e a tua afilhada a falarem de ti! E olá maninho! - Cumprimentou-os com dois beijos e enquanto Ana fora pousar o bolo na bancada da cozinha, Rita e Pedro foram até à sala e puderam ver os verdadeiros momentos de brincadeira entre Fábio e Diana, que se riam e divertiam juntos.



Ele aproveitou para fotografar o momento e publicar nas redes sociais com a seguinte descrição:




Ser padrinho é das melhores sensações do mundo.”

Rita rapidamente preparou na fotografia e pôs gosto e comentou com um coração, não queria que todos chegassem à conclusão que ela era além de sua namorada, também a madrinha da sua afilhada, não queria apressar nada, queriam apenas aproveitar o momento.
-A tua sobrinha e afilhada ama-te. - Disse sentada ao lado de Fábio que tinha Diana ao colo.
-Eu também a amo, obrigada por tudo minha rainha.
-Pelo quê?
-Por me teres dado uma afilhada tão linda, pelo teu amor e por me teres aparecido na vida, foste das melhores surpresas este ano! - Deu-lhe um beijo na testa. Ouviu-se a campainha tocar e ela preparava-se para ir abrir, mas Fábio pegou na afilhada e disse. - Eu vou abrir deixem-se estar.
Dito isto mais ninguém se mexeu e esperaram alguns segundos para verem quem era e foi uma surpresa total para todos, inclusivé para Ana e Rúben. Rita, Ana e Pedrito correram para os braços da mãe que os abraçou, enquanto Fábio deixou-se ficar com Di ao seu colo e Rúben cumprimentou o também seu sogro. As lágrimas assolaram toda aquela família, ninguém estava à espera que Maria já tivesse tido alta e muito menos que aparecesse para o jantar.
-Meus pequenos! - Maria chamou os seus genros, e a sua netinha para irem até aos seus braços e abraçou-os também e as lágrimas escorriam-lhe pela face, finalmente tinha a família unida, mesmo que fosse depois da morte do mais pequeno elemento da família. - Agora tudo para a mesa que o Fábio teve um trabalhão a preparar tudo!
Todos sorriram e acabaram por se sentar à mesa, e pelo caminho Rita agarrou no braço de Fábio e sorriu-lhe, foi quanto baste para lhe agradecer aquela “pequena surpresa”, intuitivamente ele percebeu que fazê-la feliz era o seu objetivo dali em diante.
Sentaram-se à mesa e acabaram por jantar naturalmente, e bastou uma troca de olhares para saberem que estava na altura de noticiar o relacionamento entre ambos.
-Querida família. - Rita levantou-se e anunciando-se, chamando a atenção de todos. - Apesar de ser muito recente, na realidade foi ontem, mas achamos por bem noticiar que namoramos. - Fábio levantou-se e deram as mãos.
Todas as pessoas sorriram e deram os parabéns e o jantar acabou por decorrer com naturalidade e brincadeiras à mistura, inclusivé por Fábio mais do que nunca fazer parte da família Madeira, mesmo que ele não sentisse que fazia verdadeiramente parte dela, mas o ambiente acabou por mudar drasticamente. Todos sentiram falta do bebé que falecera ainda no ventre de Maria e acabaram por falar sobre isso, o ambiente era pesado e desanimador, mas o elemento “mais recente” da família acabou por tomar a palavra.
-Sei que isto é um assunto de família e provavelmente não me deveria intrometer, mas demito-me a ver-vos assim. - Levantou-se e tomou a palavra surpreendendo todos. - Não imagino o quanto vos doeu, e acreditem que espero nunca o viver na pele. Esta foi a primeira morte de alguém importante para mim e não sei como lidar com isto, é um aperto forte no coração e as lágrimas querem cair, mas não irão cair, sabem porquê? Sei que o bebé é um anjo, veio ao mundo para vos unir a todos e fazer-vos sentir-vos feliz, e agora ele quer que fiquem bem, afinal ele cumpriu o seu objetivo e partiu em paz para o céu. Sei que o que mais dói e mais custa é sorrir, mas é o mais certo a fazer, assim aquela estrelinha que mais brilha no céu, vai brilhar ainda mais e dar força a todos. Esta família será ainda mais forte, e fará desta fraqueza, uma fortaleza, vai arranjar força neste bebé para fortalecer ainda mais e acreditem que até a mim me fortaleceu. Não era apenas o meu cunhado, era alguém que eu devia ter protegido, mas quando tiver um filho, aliás quando tivermos. - Deu a mão a Rita. - Quero que saiba quem foi este tio, e terá o nome dele, espero que não se importem mas o Bernardo ou Clara será o nome de mais um elemento desta família sim.
Maria levantou-se da mesa e abraçou Fábio com as lágrimas a rolarem pela sua face, ele havia dito palavras milagrosas que a faziam sentir-se mais leve e melhor consigo própria.
-Obrigada. - Disse enquanto ele tentava limpar as lágrimas e todos se começaram a aproximar numa intenção de dar-lhe forças, mas ninguém sabia que as lágrimas que ela deitava não eram de tristeza, mas sim de alívio. O que ele havia dito entrara diretamente no seu coração de uma forma arrebatadora. Tinha perdido um filho e isso custara-lhe mas a culpa não era sua, ele havia sido apenas um anjo que veio à Terra cumprir um objetivo e depois de o cumprir partiu em paz e queria que todos ficassem em paz também. - Mas chega desta choradeira, já não estou grávida, não tenho desculpa para chorar! - Separou-se da restante família e limpou as lágrimas. - Vamos tirar uma fotografia para pôr no álbum!
Fábio encaminhou-se para o seu telemóvel, numa tentativa de se voluntariar para tirar a fotografia, mas Maria impediu.
-Tu fazes parte da família, ou entras ou não tiramos!
-Não quero que mais tarde seja um presságio nesta fotografia, uma recordação a apagar.
-Só será se tu assim quiseres! - Respondeu-lhe Rita. - Agora está calado e põe o temporizador neste telemóvel que não percebo nada!
Ele obedeceu, sentia-se parte integrante da família mas tinha medo de errar algum dia e ser um presságio na vida deles. Iria estar para sempre marcado, afinal apesar de ainda não ser oficialmente padrinho de Diana, iria sê-lo e isso iria uni-lo a Rita e aquela família para sempre. Preparou o telemóvel e correu para junto de todos e acabaram por sorrir todos. No final foram ver o resultado e podiam ver um retrato de família dos Madeira. Eram uma família grande, já contavam com 8 pessoas!


(Passado algum tempo)
-Fábio vai-te deitar enquanto acabo de arrumar a cozinha e já vou ter contigo.
-Tu disseste à tua mãe que ias dormir a casa.
-Também prometeste que irias tomar de mim enquanto amiga, e olha o resultado!
-A culpa é tua, senão fosses tão maravilhosa não me teria apaixonado por ti.
-Amor, não sejas assim, eu ainda coro com essas palavras! - Fábio abraçou-a pelas costas, surpreendendo-a e fazendo-a dar um pulo com o susto. - Mas tu só me sabes assustar Fábio Rafael? Ia-me sujando toda com espuma.
-Deixas a loiça se faz favor? - Disse colocando o seu nariz atrás da orelha e dando pequenos beijos pelo pescoço. - Podíamos aproveitar para fazer um plano a dois, um filme bem romântico.
-Com o sono que tenho o mais provável é que adormeça.
-Prometo que não te violo! - Rita sorriu. - Queres pipocas?
-Senão te importares... - Fábio voltou-se para o armário e tentava erguer o braço para chegar às pipocas, mas sentiu umas mãos apoderarem-se do seu rabo.
-Rita! - Exclamou ele pousando as pipocas em cima da bancada e virando-se de frente para ela. - É impressão minha ou tu apalpaste-me o rabo?
-Foi um gato que passou por aqui! - Disse colocando a língua de fora, picando-o. - E não te apalpou o rabo, foi mesmo essa rabiosque bom!
Fábio não se deixou calar e agarrou-a e fê-la deitar-se em cima da bancada e encheu-lhe a barriga de cócegas.
-A única gata aqui és tu! - Ela tentava fazê-lo parar mas não conseguia. - Acho que um gatito te decidiu fazer cócegas!! - Rita já chorava de tanto se rir, e Fábio decidiu parar, encostou a sua testa à dela e deu um curto beijo nos lábios, maravilhado com os olhos dela. O silêncio dominava-os mas era um silêncio que não os perturbava mas mostrava o romance que existia entre eles, bastava apenas os olhares para conversarem.
-Amo-te.
-Também te amo.
Ela sentou-se sobre a bancada e abriu as pernas e Fábio deixou-se ficar no meio delas, com a cabeça pousada sobre o seu ombro e pousou as mãos sobre a bancada e ela deixou as suas mãos pousadas sobre os seus ombros.
-Acho que o melhor é irmos deitar-nos que amanhã tenho treinos e tu tens escola. - Interrompeu os minutinhos de silêncio que viveram. - Não quero que te prejudiques na escola por minha causa.
-Tu na tua cama e eu na minha?
-Sim. - Respondeu enquanto ela fazia beicinho.
-Mas queria fazer conchinha contigo e está tanto frio... - Disse fazendo beicinho para ele.
-E se alguém na tua família nos apanha?
-Sim, Fábio, e tu mesmo assim não estás disposto a arriscar.
-Só não quero que pensem que apenas estou interessado em aproveitar-me de ti.
-Os meus pais são excelentes, são do melhor mesmo, e conhecem-te, e gostam de ti. Por alguma razão és padrinho da Di e que fizeste parte do retrato de família, porque Fábio Cardoso já não se escreve sem Madeira antes.
Fábio abraçou-a, apanhando-a desprevenida. Deu-lhe um beijo na testa e foram de mãos dadas até à casa da rapariga onde se deitaram sobre a cama dela. Rita limitou-se a vestir a camisola que ele lhe havia dado e vestiu uns calções, ele fez o mesmo. E aproveitaram para fotografar o momento depois de se deitarem:





-Ainda tens ali o ramo de flores que te dei... E o do Pedro.
-Não precisas de ter ciúmes, Fábio Rafael, o ramo de flores dele pode ser maior, mas o que sinto por ti também é bem maior. - Deu-lhe um beijo no nariz. - Não precisas de ficar com ciúmes.
-Não tenho ciúmes...
-Que ideia! - Exclamou rindo. - Até a minha mãe comentou comigo no dia dos meus anos.
-Isso foi diferente.
-Desculpas! - Ambos sorriram. - Hoje a tua mãe ligou-me de manhã.
-Tu tens o número da minha mãe?
-Trocamos quando ela veio cá, por isso ou te comportas bem ou tens a tua mãe em cima.
-Também tenho o número dos teus pais.
-Isto não é justo! - Fez beicinho. -Amor?
-Diz-me, meu bem. - Os olhos de Rita brilharam como duas estrelas e Fábio sorriu-lhe.
-Gostavas de casar pelo registo ou pela igreja?
-Sinceramente nunca tinha pensado muito nisso, sei apenas que me quero casar contigo.
-Amo-te, sabias? - Deu-lhe um beijo na bochecha. - Gostava de me casar pela igreja e pelo registo, mas respeito o que quiseres.
-E tens algum nome em especial que gostavas de dar a um filho?
-Gostava que o meu primeiro filho fosse Bernardo ou Clara, em honra do meu irmão falecido.
-Ainda não aceitaste bem a partida dele pois não?
-Não. - Preferia dizer a todos que estava bem, mas com Fábio simplesmente não conseguia mentir. - Talvez nunca aceite, sinto-me culpada.
-A culpa não é de ninguém, meu amor. - Fez-lhe uma festa na face e deu-lhe um curto beijo nos lábios. - Sei que te custa e que daqui a uns meses haveria mais uma criança cá em casa e daria ainda mais alegria, mas sei também que és uma mulher super forte e lutadora, e que isto esta dor não te matou, mas tornou-te bem mais forte. - Deu-lhe um beijo na testa e Rita encostou-se ao seu peito e adormeceram.
-Bom dia meninos! - Rita e Fábio despertaram assustados, tinham sido apanhados a dormirem juntos e rapidamente sentaram-se na cama. - Não precisam de ficar assim, eu sou feia mas não tanto.
-Desculpe, dona Maria. - Pediu Fábio claramente envergonhado. - Prometo que não voltará a acontecer.
-Por mim tudo bem, o meu marido é que é capaz de não achar tanta piada, vai começar logo a pensar em coisas que não devia.
-Mãe! - Exclamou envergonhada Rita.
-É verdade! Vocês são jovens, gostam um do outro, porque razão não o fariam?
-Pode estar descansada que não será avó nos próximos nove meses!
-Importaste-te de estar calado, Fábio Rafael? - Pediu Rita envergonhada.
-É verdade!
-Diz-me uma coisa Fábio, senão te importares claro, tu és virgem?
Rita escondeu a cabeça entre as mãos, envergonhada e com esperança que terminassem com aquela conversa o mais cedo possível.
-Não, minha sogra. E sei que a sua filha o é, o outro bastardo ao menos soube respeitar isso.
Dona Maria aplaudiu, Fábio era uma pessoa calma que não gostava de insultar, nem faltar ao respeito, mas no que dizia respeito a Tiago, não conseguia limitar-se a ser simpático, o que ele havia feito a Rita era bem mais que cruel, no seu ver.
-Se tu a magoas, ou engravidas, perco a consideração toda por ti, e ainda tens de te ver com o Luís, claro e ele será muito menos brando que eu.


Como irá terminar esta conversa?
Será que Rita vai reagir a esta conversa? Será que Fábio vai cumprir o que disse?